8 tipos de chefe ou porque você deveria mudar de emprego

Se sua relação com seu chefe não é um ponto delicado na sua vida profissional, com certeza você conhece alguém que odeia o seu superior e já pensou em mudar de emprego por causa dele.

E não é pra menos, já que nem todos os chefes conseguem cumprir uma de suas principais missões: fazer com que seus subordinados sintam-se motivados e deem o seu melhor no trabalho, tanto para o desenvolvimento da empresa quanto para o seu próprio desenvolvimento.

Uma pesquisa da Catho revelou que 50% dos profissionais já mudou de emprego por causa do chefe. Para os 480 respondentes, as características que mais irritam nos seus superiores são a falta de liderança do gestor, o fato de obterem os créditos para eles e destinarem as críticas somente aos subordinados e a grosseria/estresse. Mas é claro que existe uma infinidade de outras características que podem prejudicar a relação chefe-subordinado.

Para te ajudar a lidar com seu chefe (e manter seu emprego!), listamos alguns perfis de gestor e como se comportar com eles. Confira!

#1 Chefe microgerenciador

Para o chefe microgerenciador, cada e-mail que você envia deve passar pelo seu crivo, por mais informal que seja a transação ou o assunto. Na maioria das vezes, esse perfil profissional é inseguro em relação à sua equipe e não confia que as atividades sejam executadas de acordo com o padrão de qualidade exigido por ele.

Para evitar atritos com esse tipo de gestor, o mantenha informado sobre o andamento dos processos que estão sob sua responsabilidade e sobre a sua rotina diária. Transparência e rotina são as palavras de ordem com o chefe microgerenciador.

#2 Chefe centralizador

O chefe centralizador é aquele que tem dificuldades de delegar tarefas em consequência da sua não confiança nos subordinados. Ele é o tipo de profissional que, mesmo em cargo de gestão, fica sobrecarregado, pois prefere fazer ele mesmo do que arriscar que um colega faça “mal feito”.

Iniciativa é o que chefe centralizador mais gosta e é o que fará com que ele tenha confiança em você e no seu trabalho. E, claro, trabalhar com qualidade, afinal, dificilmente um chefe confiaria num subordinado que não tem qualidade e comprometimento em suas entregas.

#3 Chefe preguiçoso

Ao contrário do centralizador, o chefe preguiçoso é aquele que não faz nada além de dizer quem deve fazer o que. A gestão de pessoas fica de lado, assim como a gestão e validação das tarefas feitas pela sua equipe. Poupar energia parece ser o seu lema. O maior problema desse tipo de gestor é a falta de visibilidade que sua equipe tem na empresa, já que ele não levanta a bandeira da equipe no trabalho.

O desafio dos seus subordinados é fazer o chefe preguiçoso se mexer. Têm alguma tarefa que é de responsabilidade do chefe? Solicite a ele que a faça e explique porque não funcionaria sob sua responsabilidade. Pedir ajuda a ele é o principal meio de fazê-lo trabalhar com a equipe. Em projetos grandes, tente envolver outras áreas também para que você seja visto pelos colegas de trabalho e para que o seu profissionalismo não seja colocado em xeque.

#4 Chefe autocrata

O chefe autocrata, ou o chefe absolutamente autoritário, é aquele que toma decisões que dizem respeito aos seus subordinados sozinho e sem pedir a opinião de ninguém. Sua palavra está acima de tudo e todos e, talvez, comportamentos abusivos possam ser naturais para ele, assim como a intolerância e inflexibilidade.

A ditadura comandada por esse tipo de chefe não permite reclamações ou enfrentamentos. Portanto, se um feedback individual não funcionar, não exite em procurar ajuda ao RH.

#5 Chefe incoerente

Fala uma coisa hoje e outra amanhã. Pede X e no momento da entrega diz que queria Y. O chefe incoerente nem sempre age de  má fé, mas sim por confusão graças às muitas tarefas e responsabilidades com as quais tem que lidar ou pelo excesso de pedidos vindos de seus superiores, por isso a cada hora uma coisa diferente é priorizada.

Tente sempre formalizar o que conversam, principalmente se uma mudança de posicionamento da parte dele pode trazer consequências para o seu trabalho. Um e-mail registrando tudo que foi falado após uma reunião é uma ótima saída para evitar que o seu chefe mude ideia em alguns dias. Se a cada minuto uma nova tarefa for solicitada com prioridade, questione sempre qual deverá entregar primeiro.

#6 Chefe insensível

O chefe insensível acredita que a vida pessoal e a vida profissional são destacáveis uma da outra, por isso, para ele, seus problemas pessoais não devem impactar na sua performance profissional.

Se você está passando por um momento difícil ou delicado no âmbito pessoal, reserve alguns minutos da agenda do seu superior e explique a situação, peça um pouco de calma nesse momento e, se necessário, peça alguns dias de folga/afastamento. Lembre-se de deixar claro que o seu comprometimento com o trabalho não irá mudar. E, claro, salvas exceções, garanta de que não irá mudar.

#7 Chefe passivo

O chefe passivo, ou permissivo, é aquele que cede a todos os pedidos e pressões. Ele não sabe dizer não aos seus subordinados nem aos colegas e superiores, o que resulta em mais trabalho para a equipe e, muitas vezes, trabalho que não é de responsabilidade dela, mas se mal – ou não – executado é sobre sua equipe que recairá a culpa. Além disso, o chefe passivo não tem perfil de cobrador, o que pode resultar em desequilíbrio de tarefas dentro da equipe, sobrecarregando alguns integrantes.

Tente se planejar para atender todas as demandas e, caso a passividade do seu chefe comece a prejudicar você, converse com ele e mostre que sua postura está prejudicando a equipe.

#8 Chefe tóxico

Quando ele chega, o ambiente fica pesado e o humor das pessoas é afetado. Ao invés de motivar e dar energia aos seus subordinados com seu discurso, ele causa um efeito contrário: faz com que todos se sintam incapazes de cumprir suas metas, desmotivados e exaustos.

Na maioria das vezes, o líder tóxico é mal educado ou sarcástico, o que torna a comunicação com ele impossível. Mesmo assim, o diálogo é a melhor saída. Converse com ele e dê um feedback sobre os efeitos que seu comportamento surte na performance profissional da sua equipe. Se isso não funcionar, procurar o RH é um caminho.

Tenha em mente que ser um líder capacitado e gentil é uma missão e tanto para qualquer profissional e é natural que nem todos consigam o equilíbrio entre suas responsabilidades e a humanidade que gerir pessoas exige.

Portanto, seja qual for o perfil do seu chefe, o primeiro passo para lidar com ele é por meio do diálogo. Se a sua empresa não tem a cultura do feedback constante, tome a iniciativa você e reserve um horário com seu chefe. Se isso não funcionar, você tem dois caminhos: acionar o departamento de recursos humanos para que ele medie a situação ou trocar de chefe.

Fonte: Carreira & Sucesso

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