Quando começa o saque Emergencial do FGTS de R$ 1.100?

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Uma nova rodada do saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pode ser liberada pelo governo federal em 2021. A diferença para este ano caso a medida seja liberada está relacionada ao valor, já que o saque emergencial prevê a liberação de até um salário mínimo aos trabalhadores, logo, com o reajuste do salário mínimo o novo saque poderá ser de R$ 1.100 contra R$ 1.045 em 2020. Continuar lendo

Especialista explica “A remuneração da nova década”

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O especialista  Sebastião Perossi esclarece como se dará o processo de remuneração nos tempos atuais

Estamos iniciando mais uma década, que pelo que se vislumbra, com muitos desafios, resiliência e persistência e esperando que a vacina do Covid-19 tenha os efeitos protetivos necessários para que possamos superar esta barreira na saúde e buscar a recuperação de vida que foi restritiva em 2020.

Na outra ponta temos o ambiente político, que poderá apresentar turbulências, mesmo porque 2022 será ano de eleição presidencial e isto terá reflexos em 2021, bem como a busca pela recuperação da economia, de uma maneira mais ampla e não segmentada, onde cenários apontam para um crescimento mais estruturado e que poderá contribuir na geração de emprego e renda necessários para permitir que os trabalhadores possam buscar as suas necessidades. Continuar lendo

Mercado Livre lança capacitação em tecnologia com bolsas de estudo

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De olho em reduzir déficit de profissionais na área, empresa quer formar 10 mil profissionais em dois anos na América Latina; 25% das vagas têm bolsa de quase 100% do valor

A gigante de e-commerce Mercado Livre lançou, em parceria com a empresa de tecnologia Globant e a edtech Digital House, um curso de educação em tecnologia que pretende formar, em dois anos, 10 mil profissionais na área de tecnologia na América Latina. No Brasil, que tem o maior déficit entre 10 avaliações de países latinos, estima-se que até 2024 sejam necessários mais de 300 mil profissionais na área. Continuar lendo

10 fatores para fazer uma excelente revisão no currículo

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O seu currículo está escrito adequadamente para ter mais chances na conquista do emprego? O objetivo desse post é te ensinar a fazer uma boa revisão no currículo, com base na minha experiência em consultoria de currículos e realização de processos seletivos,

Ou seja, seguindo as orientações descritas nesse texto, será possível que o recrutador leia e entenda todo o histórico profissional, de maneira que o seu currículo apresente muito bem o seu perfil.

A revisão nesse documento é importante porque, às vezes, se gasta muito tempo na elaboração, mas alguns detalhes passam despercebidos. Por isso, é preciso ter esse momento extra para assegurar que as informações estão adequadas. Continuar lendo

Saúde mental no ambiente corporativo: o que todo Gestor de RH precisa saber?

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Gestão de saúde mental deve envolver um trabalho multidisciplinar, integrando diferentes áreas da organização

A pandemia da Covid-19 tornou aguda a consciência sobre a necessidade de mudança na forma como a saúde mental é gerida (ou não) nas corporações. Em especial, pelo aumento expressivo nos problemas psicológicos como depressão, ansiedade, abuso de substâncias e estresse, que são comuns e afetam as pessoas, suas famílias e colegas de trabalho. Quando não administrados de forma adequada, eles têm um impacto negativo no negócio, por meio do aumento do absenteísmo, perda da produtividade e de custos elevados de sinistralidade.

Embora o tema pareça ameaçador, cada vez mais os gestores devem atentar-se para a potencialidade de conhecer em profundidade os dados de saúde mental. Através deste conhecimento, é possível obter ganhos tanto na qualidade de vida dos colaboradores quanto financeiros, seja por meio de predição, análises de propensões ou de dados históricos. Ou seja, quando informações relevantes do bem-estar são coletadas e consolidadas pode-se utilizar estes dados estrategicamente a favor das pessoas e da organização.

O aprimoramento do diagnóstico garante a alocação assertiva de recursos (tempo, dinheiro e pessoas), além da melhoria do cuidado e percepção de sua continuidade pelo colaborador. Apesar disso, ainda existem inúmeros desafios do ponto de vista de acesso e qualificação do diagnóstico no ambiente corporativo. De forma comum, estes problemas são tratados reativamente, repercutindo em desperdício de recursos. Os problemas de saúde mental são multicausais e resultam de uma interação complexa entre fatores biológicos, psicológicos, sociais e ambientais. 

A OIT (Organização Internacional do Trabalho) afirma que a empresa, o conteúdo e o contexto do trabalho desempenham um papel central no desenvolvimento de problemas psicológicos no local de trabalho. Os principais fatores de risco incluem: carga de trabalho (excessivo e insuficiente); falta de participação e autonomia no local de trabalho; tarefas monótonas ou desagradáveis; ambiguidade ou conflito de papéis; falta de reconhecimento no trabalho; iniquidade; relações interpessoais ruins; más condições de trabalho; liderança e comunicação deficientes e demandas casa/trabalho conflitantes.

A má gestão dos riscos psicossociais prejudica tanto os trabalhadores quanto a empresa. Isso impacta em custos mais altos em termos de saúde e segurança dos trabalhadores, para a empresa e para a sociedade em geral.  Os custos relativos aos riscos psicossociais para as organizações podem ser muitos e variados e surgem direta ou indiretamente como: maior absenteísmo e rotatividade; custos com substituição de pessoal, acidentes de trabalho e doenças ocupacionais; queda da produtividade (falta de motivação entre funcionários, conflitos etc.); má qualidade de produtos ou serviços; prejuízo à imagem da empresa; maior risco de passivo trabalhista.

Já as consequências dos riscos psicossociais para o trabalhador podem repercutir em sintomas emocionais, comportamentais e/ou físicos, como estresse, distúrbios do sono, abuso de álcool e outras drogas, dor nas costas, enxaqueca, depressão, conflitos, Burnout, assédio, suicídio, entre outros.

Quando tais riscos são geridos de forma preventiva, cria-se vantagem competitiva, ganhos nos fluxos e processos, colocando as companhias em um patamar de qualidade e produtividade mais elevado. Assim, líderes de RH e gestores de saúde que utilizam os dados de forma analítica, detém uma tomada de decisão mais assertiva e custo efetivo. Esta abordagem está alinhada com uma perspectiva de “cuidado primário” em saúde mental. Na qual é possível obter uma visão holística e estratégica do cenário de saúde, identificar e priorizar problemas reais por meio da análise de dados e aplicar técnicas de inteligência de dados, como machine learning, para gerir a saúde mental de forma custo-efetiva.

As estratégias de gestão de saúde mental devem envolver um trabalho multidisciplinar, integrando diferentes áreas da organização. Além disso, deve incluir um diagnóstico metodologicamente adequado, bem como a capacitação dos colaboradores para o autocuidado, o treinamento de líderes sobre o tema e ações sistêmicas e contínuas para melhoria do ambiente de trabalho. Também é necessário abranger a implementação de políticas de saúde mental e medidas para auxiliar o colaborador na prevenção e gerenciamento do estresse no ambiente de trabalho, como, por exemplo, através da oferta de atendimento psicológico, com intervenções baseadas em dados.

Para a implantação de um ambiente de trabalho “psicologicamente seguro”, é importante que sejam respeitadas algumas etapas, entre elas:  Diagnóstico; Planejamento; Implementação e Avaliação sistemática. Com base em dados obtidos na primeira etapa, podem ser definidas ações direcionadas para as necessidades identificadas, como, por exemplo, o conteúdo do treinamento e a definição de linhas de cuidado conforme estratificação do risco para doenças mentais.

Já a etapa de avaliação, requer a análise de indicadores de processo e resultado, na qual se discutem as lições aprendidas e são planejadas estratégias de melhoria contínua. Assim, é possível criar uma série de recomendações padronizadas, baseadas em evidências, para todos os níveis de cuidado relativos aos problemas de saúde mental no trabalho.

OS RESULTADOS ESPERADOS DE INTERVENÇÕES DE CUIDADO PRIMÁRIO EM SAÚDE MENTAL INCLUEM O AUMENTO DA SENSIBILIZAÇÃO E CONHECIMENTO SOBRE O TEMA, REDUÇÃO DO ESTIGMA, ADOÇÃO DE CONDUTAS PREVENTIVAS DE AUTOCUIDADO, IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS E BENEFÍCIOS. EM CONJUNTO, ESSES RESULTADOS REPERCUTEM EM GANHOS TANTO PARA A EMPRESA QUANTO PARA OS COLABORADORES.

Embora muitas “soluções tecnológicas” sejam popularizadas como benefícios de saúde mental, devemos lembrar que a jornada de cada colaborador em direção ao autocuidado mental é singular e deve ser tratada como tal. Para terem sucesso, essas iniciativas devem ser personalizadas, desenvolvidas a partir de um correto “mapeamento” de necessidades populacional. Através do diagnóstico preciso, é possível entregar aos colaboradores experiências de acordo com suas reais demandas.

A tecnologia pode ser uma grande aliada não apenas para o diagnóstico preciso e rastreabilidade do risco, como também para criar uma experiência mais customizada. Esses recursos tecnológicos auxiliam a determinar metas e atividades específicas para cada indivíduo, com base em seu estado atual de saúde, interesses e preferências. Por exemplo, os dados podem ser facilmente coletados por meio da integração com wereables (ex. pulseira que monitora o ciclo de sono vigília) e appscom um portal de bem-estar. Desta forma, a tecnologia pode ser usada para favorecer a adesão e ajudar a conectar os colaboradores com objetivos semelhantes em saúde – como a adoção de um estilo de vida mais saudável, além de apoiar e recompensar o progresso individual.

O mercado é bastante conservador quanto à saúde. Contudo, vivemos um momento de intensa transformação digital, catalisado pela pandemia da COVID-19, no qual as empresas que desejam obter um diferencial competitivo, devem realizar um uso mais inteligente de TI, que abrange maior utilização de ferramentas como Big Data e Cloud Computing. O receio dos gestores de arcar com altos custos deve ser superado. Atualmente, o uso de tecnologia é facilitado pela computação em nuvem, que reduz os investimentos pesados com infraestrutura que havia no passado, pois sua implementação não requer muitos equipamentos o armazenamento de dados. Portanto, há uma grande oportunidade de melhoria na gestão de saúde corporativa. Os gestores de RH que incluírem no seu “radar” a atenção primária à saúde mental e agregarem tecnologiapara otimizar esse processo trarão vantagem competitiva ao negócio, além de promoverem um ambiente “psicologicamente seguro” aos seus colaboradores.

Fonte: Melhor Gestão de Pessoas

Agenda 2021: 5 situações que o novo ano reserva aos RHs brasileiros

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2020 não poderia ter sido mais desafiador para os profissionais de RH. Não houve empresa que saiu incólume da realidade imposta pela pandemia do novo coronavírus. O setor precisou correr contra o tempo para renovar seus cuidados com a saúde – mental e física – dos colaboradores, promover a transição do trabalho presencial para o quase obrigatório modelo remoto e, claro, se atualizar com todas as novas medidas provisórias e ações governamentais para estancar a crise que a transmissão do vírus impôs a negócios de todos os portes. Continuar lendo

Será que todo profissional que foi desligado pela empresa é ruim?

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Muita calma nessa hora! Lá vamos nós de mais um mito.

Não podemos generalizar os desligamentos, supondo que todo colaborador que foi desligado pela empresa é ruim.

Há situações de:

Gestores despreparados;

Às vezes o profissional é bom, mas está desmotivado pelas condições de trabalho;

Pode ser que não tenha se adaptado a cultura da empresa;

Pode não ter recebido treinamento adequado;

São muitas possibilidades, desta forma, não é possível realizar uma avaliação considerando apenas o fato de ter sido desligado pela empresa. Continuar lendo

Auxílio emergencial dá sinal de prorrogação para 2021

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Antes mesmo do fim dos pagamentos do auxílio emergencial em dezembro de 2020, movimentos começaram a surgir defendendo uma prorrogação do benefício para o inicio de 2021.

Mesmo com o governo do presidente Bolsonaro alegando que prorrogar o auxílio emergencial seria loucura tendo em vista que Segundo o Ministério da Cidadania, foram gastos cerca de R$ 300 bilhões para pagar o auxílio e que cerca de 70 milhões de pessoas receberam pelo menos um pagamento.

Diversos movimentos pedem uma nova prorrogação, seja ela no valor de R$ 300, R$ 600, bem como uma prorrogação por três ou seis meses. Porém já se tornou consenso por grande parte destes movimentos que uma possível nova prorrogação do benefício não poderá ser realizada nos moldes como aconteceu em 2020. Continuar lendo

De comitê de crise ao absenteísmo: desafios da liderança na pandemia

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Além dos profundos efeitos na saúde física e emocional da humanidade, o novo coronavírus trouxe impactos para todos os segmentos do mercado, cada um à sua maneira. Seja pelo fechamento do comércio, suspensão de atividades presenciais, diminuição na circulação de pessoas ou, simplesmente, pela necessidade de conter a propagação do vírus durante a realização de serviços essenciais, nenhuma área escapou ilesa da pandemia. Continuar lendo

Informações essenciais para o currículo

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Dicas de informações importantes que devem conter no currículo

O documento mais importante para a conquista de uma oportunidade no processo seletivo é, também, uma das maiores dúvidas dos candidatos. Afinal, dependendo do que está descrito no arquivo, pode deixar de ser um aliado na busca por um emprego e, na realidade, prejudicar o profissional. Por isso, veja aqui informações para o currículo.

Pensando nisso, o objetivo desse artigo é apresentar quais informações devem ser incluídas nesse arquivo, de maneira a desenvolvê-lo com atenção e cuidado para ter um excelente desempenho na seleção!

Importante: a grande maioria de informações essenciais para o currículo é obrigatória. Então, a falta deles pode fazer com que você seja descartado, mesmo que tenha o perfil desejado e esteja completamente alinhado à vaga.

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Desafios da liderança no Home Office: veja como vencê-los

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Não há dúvidas que 2020 foi um ano com momentos de crises e incertezas.pandemia causada pelo Covid-19 gerou muitos impactos no mundo corporativo. Com ela, muitos negócios precisaram se adaptar de forma rápida ao modelo de trabalho remoto. No entanto, os desafios da liderança no Home Office começaram a surgir.

Nesses momentos de incertezas, mudanças e crises financeiras, a liderança tem um papel fundamental e precisa estar atenta aos próximos passos. Afinal, muitos negócios agora correm para bater metas e recuperar o que foi perdido. O líder não pode ligar o “piloto automático” e nem mascarar os resultados. Isso porque se você for transparente com sua equipe, eles terão um senso maior de responsabilidade. Continuar lendo

FGTS: Como realizar o saque total em 2021 mesmo sem ser demitido

O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) durante a pandemia do novo coronavírus permitiu que os trabalhadores brasileiros realizassem o saque de forma emergencial, sem que necessariamente tenham sido demitidos do seu emprego. A autorização foi dada pelo governo federal para amenizar os impactos da crise financeira.

Agora, em 2021 será possível realizar saques no FGTS, mesmo estando trabalhando normalmente. Saiba os tipos de saque que podem ser feitos.

O que é o FGTS?

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Número de ações trabalhistas dispara em 270% por causa do home-office

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“Com a pandemia, empresas e colaboradores não tiveram tempo para se adaptar à nova realidade”

A pandemia pegou todo mundo de surpresa e, diante da necessidade de cumprir duras medidas de isolamento social, empresas de todos os portes e segmentos viram no home-office a única alternativa para manter as atividades com segurança para seus colaboradores. No entanto, Continuar lendo

5 dicas para promover segurança psicológica nas empresas

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saúde mental foi, pela primeira vez, mapeada como um fator de risco para a economia global no Fórum Econômico Mundial. A projeção de gasto por transtornos emocionais é de até 6 trilhões de dólares até 2030. Não é à toa que empresas — como a Ambev, que criou a diretoria de Saúde Mental — estão buscando formas de oferecer apoio psicológico.

Estressedepressãoansiedade e exaustão mental são algumas das queixas comuns dos funcionários. E, em consequência do bem-estar comprometido, os resultados da empresa são afetados. “Foi-se o tempo em que se acreditava na melhora do desempenho com base na pressão e na cobrança. Grandes empresas como Ambev e Google já entenderam que o fator humano é chave para uma mudança de cultura e garantia de bons resultados. A maioria das empresas investe milhões em tecnologia, inovação e sistemas, mas se esquece de cuidar do principal órgão que vai garantir o bom funcionamento disso tudo: o cérebro”, explica Sabrina. Continuar lendo

Recursos Humanos vs. Recursos Tecnológicos

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A abrangência cada vez maior dos recursos de Tecnologia alterou profundamente as necessidades de Recursos Humanos nas atividades produtivas no século 21. A automação de parte significativa das funções repetitivas e padronizadas reduziu a participação humana em quase todas as atividades.

É notável a substituição de mão de obra decorrente da automação industrial, da mecanização de preparo da terra, colheita e transporte na agricultura, do e-commerce, no ensino a distância e na digitalização dos serviços.

São inegáveis a redução de custos, produtividade e qualidade. Por outro lado, a redução de trabalhos manuais é compensada pela geração de empregos de melhor remuneração como analistas, programadores, operadores, suporte técnico, na produção e manutenção dos equipamentos. Resultou em ganhos econômicos significativos.

No comércio, a compra pela internet rompeu barreiras, interligando o mundo todo. Hoje pode-se comprar e pagar fornecedores de qualquer lugar, sem contato humano, recebendo sua compra em casa. Em supermercados impera o auto serviço, onde o cliente escolhe e empacota sua compra. Já existem sistemas em que ele próprio processa o pagamento. Continuar lendo

Foco em habilidades socioemocionais deve ser preocupação constante de RHs

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Características como flexibilidade, humildade e colaboração serão cada vez mais valorizadas pelas organizações

A inovação tecnológica tornou-se um imperativo para a sobrevivência das empresas. No entanto, embora os avanços tecnológicos sejam essenciais no atual cenário, as habilidades socioemocionais ou soft skills também desempenharão um papel fundamental de forma crescente nas companhias.

“Há muito tempo se fala no mundo VUCA e nesse período de quarentena veio circulando nas redes a ideia de mundo BANI (sigla em inglês para frágil, ansioso, não-linear e incompreensível). Ou seja, um mundo em constante transformação onde o RH virou protagonista”, afirma Salim Khouri, Head de Talento e Diversidade América do Sul da Ford Motors.

Para o gestor, nesse contexto é preciso desenvolver novas competências. “As habilidades socioemocionais são compreendidas, de forma geral, como a capacidade de olhar para dentro, de trabalhar o autoconhecimento. Ter consciência das suas próprias características e trabalhar a falta de autoestima, a ansiedade, administrar as frustrações e buscar uma estabilidade emocional”.

De acordo com ele, quatro competências chamaram muito a atenção durante a pandemia: confiança, que constrói nas pessoas a autoconfiança e autonomia; colaboração, essencial hoje para pessoas distantes; flexibilidade, para conseguir se adaptar a novas situações, e transparência, principalmente na comunicação.

Segundo Khouri, é muito comum os setores de R&S contratarem profissionais pelo aspecto técnico e demitirem pelo comportamento. “A gente acreditou durante muito tempo que o ser humano só se desenvolvia a partir do ensino técnico, formal. Porém, hoje tudo mudou e a gente tem consciência de que nós aprendemos também com os nossos sentimentos”.

Ele destaca algumas ações praticadas pela Ford nos últimos anos no sentido de desenvolver as habilidades socioemocionais. “Todo programa de liderança da empresa começa pelo autoconhecimento dos líderes. Nos últimos três anos, resolvemos fazer um trabalho de inteligência emocional e mindfulness com todas as equipes de analistas para cima”.

“A principal característica para o novo século nesse mundo BANI é a adaptabilidade”, defende Erika Zoeller, gerente de Diversidade e Cultura da Engie Brasil. Ela também ressalta a importância do papel do autoconhecimento. “Como serei uma boa gestora se eu não conhecer as minhas falhas, meus preconceitos?”.

Segundo ela, a empresa tem buscado colocar ferramentas de sensibilização dessas temáticas à disposição para os funcionários. “Fizemos muito uso de newsletters internas para trabalhar diversidade e a cultura também”, diz.

Um case citado por Zoeller são as “Conversas Inclusivas”, projeto da organização que trabalhou ao longo de 2020 temas como microagressões e respeito ao próximo no ambiente de trabalho. Ela cita o caso de um funcionário que se sentia excluído por seus colegas, já que ele nunca era convidado para as confraternizações após o trabalho.

“Descobriu-se que os colegas não o chamavam porque ele não consumia bebidas alcoólicas e por isso eles acreditavam que ele não teria interesse em acompanhá-los até um bar. Porém, nós questionamos: ‘Não existe suco ou refrigerante nesse bar?’”. Após esse episódio, ela relata que o problema foi superado.

De acordo com a gerente, existem quatro qualidades características de uma liderança inclusiva:

– Empoderamento: lideranças que capacitam seus grupos a se superarem cada vez mais.

– Responsabilidade: dar as equipes a responsabilidade sobre si mesmos.

– Humildade: reconhecer erros e aprender junto com a equipe.

– Coragem: defender aquilo que acredita mesmo que isso signifique correr riscos.

“Como consequência da adoção desses quatro atributos, uma gestão que se reconhece e trabalha para ser inclusiva cria um ambiente de respeito e pertencimento, gerando confiança, engajamento e impacto positivo nos resultados”, sintetiza.

Fonte: Melhor Gestão de Pessoas

Como buscar os candidatos certos para a vagas de emprego em 2021?

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O comportamento dos candidatos mudou com o avanço digital e, hoje, a pesquisa sobre a empresa faz parte da rotina dos melhores candidatos disponíveis no mercado. Entenda as principais tendências do rh pós pandemia.

O comportamento dos candidatos mudou com o avanço digital e, hoje, a pesquisa sobre a empresa faz parte da rotina dos melhores candidatos disponíveis no mercado. E isso acontece mais do que você imagina, principalmente depois das mudanças pelas quais o setor passou este ano de 2020.

Através do Tik Tok, centenas de pessoas conseguem mergulhar na vida do estagiário de grandes empresas como Pinterest, Raízen, Google e também várias startups. Em 2020, a pandemia e o isolamento social contribuíram para o crescimento da rede social de vídeos divertidos e curtos, e muitas empresas já estão fazendo parte deste novo ambiente digital. Continuar lendo

3 erros de postura que líderes não devem cometer

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As organizações precisam se reinventar para ir além da transformação digital e promover, também, a transformação humana

Comandar o funcionário por meio de uma ordem é um conceito ultrapassado de gestão que não cabe mais no mundo corporativo. Agir de maneira autocrática, mandona, fria e fechada são apenas algumas das características do ‘chefe’ de tempos atrás.

As coisas mudaram e, neste novo cenário, é preciso que as organizações se reinventem para além da transformação digital: a transformação humana. Um líder, ao contrário daquele que apenas manda, inspira seus liderados a assumirem o protagonismo e autogestão. Continuar lendo