Que lições o CONARH 2018 deixa para o RH?

Maior evento de recursos humanos da América Latina discutiu temas como alinhamento de propósitos e impactos das novas tecnologias e apresentou tendências para a gestão de pessoas

Discussões sobre como o mundo digital está impactando a gestão de pessoas e como gerar propósito e engajamento nesse cenário, além das novidades e boas práticas do mercado de RH. Esses foram pontos marcantes do 44º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas (CONARH), promovido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) nos dias 14, 15 e 16 de agosto, no São Paulo Expo. O evento, que contou com a participação de importantes líderes e influenciadores de gestão de pessoas, foi inspirador para os profissionais de recursos humanos, que puderam conhecer tendências e debater os principais desafios da área.

Dentre os palestrantes, podemos destacar Janete Vaz, cofundadora e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Sabin; Marta Pimentel, professora área de Educação da Fundação Dom Cabral (FDC); Iara Xavier e Eduardo Xavier, Fundadores da Caçadores de Bons Exemplos; Normann Kestenbaum, professor de Comunicação Corporativa no MBA da FIA e sócio-diretor da Baumon; Guilherme Braga, fundador e CEO da Egalitê Recursos Humanos Especiais; Demetrio Teodorov, Superintendente de Inovação da Alelo Brasil; e Carlos Melo, cientista político e professor do Insper. Confira alguns dos temas debatidos por eles.

Propósitos que geram resultados

No painel “O Caminho para a transformação e geração de propósito”, Iara Xavier e Eduardo Xavier, Fundadores da Caçadores de Bons Exemplos, discutiram como as companhias podem colocar em prática o protagonismo e o voluntariado para promover o desenvolvimento profissional e pessoal dos funcionários e gerar propósito nas organizações. No caminho para essa transformação, eles destacaram a necessidade de repensar a postura dos líderes.
“O mundo está em constante reciclagem e as empresas não irão resistir se continuarem com condutas antigas, entre elas a manutenção de líderes autoritários, rudes, com a desculpa de que trazem resultados. O resultado, aliás, nunca deve figurar como foco principal. O foco principal deve estar nas pessoas, nos seres humanos. A consequência, essa sim, refletirá nos resultados”, apontam.

Também falando sobre propósitos, Janete Vaz, Cofundadora do Laboratório Sabin, apontou em sua palestra como as empresas podem transformar um sonho em ação e compartilhar dos sonhos de seus colaboradores. Ela mostrou como o Sabin se tornou referência em gestão de pessoas e prestação de serviços, deixando claro a importância de respeitar o ser humano, a diversidade e fazer dos desafios um plano de crescimento. “Nós acreditamos que a conquista de uma organização só é verdadeiramente adquirida quando, além da lucratividade, ela é capaz de promover diretamente o desenvolvimento de todas as pessoas envolvidas no processo, desde o maior acionista ao executor da tarefa mais simples”, pontua a empresária.

Impactos da tecnologia

Diante de tantas transformações, os impactos trazidos pelas novas tecnologias não poderiam ficar de fora do CONARH 2018. Em seu painel, Ricardo Rubio, Secretário-geral Adjunto da Médicos Sem Fronteiras Internacional, falou sobre os desafios de liderar times virtuais. Para ele, esse novo cenário exige que as lideranças sejam cada vez mais acessíveis. “Os membros do time precisam entender que, mesmo à distância, o líder estará sempre com eles. É importante oferecer respostas rápidas aos questionamentos e estar disponível para dar suporte ao que for necessário”, destaca.

Outro tema muito debatido no evento foi a digitalização. Em sua apresentação, Marta Pimentel, Professora da FDC, abordou os desafios dos novos empregos. “Sempre que vivemos um contexto de disrupção tecnológica – e essa não é a primeira que o mundo vive – emerge uma reconfiguração do ambiente dos negócios, com ganhos de produtividade e oportunidades de desenvolvimento de novas competências. Ou seja, alguns postos de trabalho diminuem ou até desaparecem, ao passo que tantos outros nascem. Em tese, todas as áreas e postos são afetados em velocidades e timings diferentes. Por isso, dentro de nossas profissões, devemos focar na reconfiguração das nossas competências para nos prepararmos para o futuro que emerge”, ressalta a especialista.

Fonte: Melhor Gestão de Pessoas

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