Tatuagem e piercing podem influenciar na seleção de funcionários?

tatuadoA primeira impressão é realmente a que fica?

Desde o início desse site há 3 anos, esse é um dos assuntos mais polêmicos já comentados nesse espaço, por isso reproduzo abaixo, excelente artigo de Stefi Maerker para reflexão.

Entrevisto pessoas quase todos os dias. E, todos os dias, é um aprendizado para mim. De um lado aprender a “ler” nas entrelinhas e, de outro, observar como os candidatos se apresentam numa entrevista.

Algumas coisas que precisam ser conhecidas pelos candidatos – a primeira impressão é a que fica. Certo, algumas pessoas podem pensar que não é bem assim, mas eu confirmo que é. Por mais que queiramos não ser preconceituosos, tiramos uma primeira impressão no momento de cumprimentar a pessoa.

E o que interfere nisso? Tudo, absolutamente tudo. A maneira de se levantar, a maneira de se sentar, a forma de se comportar, falar, olhar, vestir – tudo, absolutamente tudo é percebido pelo entrevistador. Isso porque, normalmente, o entrevistador está preparado para testar a pessoa e perceber no que ela é boa e no que não é.

Não quero discutir as competências técnicas – que da minha parte considero default – ou seja – sem elas ninguém se estabelece. Engenheiro precisa ter feito Engenharia, advogado, Direito, e assim por diante. Então, tem que ter preparo técnico e intelectual.

E, depois, vem a parte física, do todo, da figura, da vestimenta, do comportamento etc. Então, desde o fato de ter uma boa educação – cumprimentar as pessoas, acolhê-las, estender a mão firme, mas gentilmente, sorrir de forma amigável – tudo, absolutamente tudo, é percebido pelo entrevistador.

E aí há mais uma coisa muitíssimo importante – a apresentação pessoal. Claro que toda empresa tem seu dress code, ou seja, seus funcionários devem se apresentar mais social ou menos formal. Exemplo: um escritório de advocacia é extremamente formal, até no tratamento, usando-se “doutor”. Já em uma agência de publicidade será igual? Não, não será. E aí, mais uma vez, é preciso descobrir, antes de ir à entrevista, como se vestir e qual a melhor maneira de se comportar.

De uma forma geral, minha sugestão é que qualquer candidato que vá para uma entrevista, se não quiser ir absolutamente formal – isto é, de terno e gravata para os homens, e terninho ou conjunto para mulheres – que utilize meio termo: calça social, nunca jeans, maquiagem discreta para as mulheres, assim como perfume discreto para todos.

E aí aparece mais um questionamento: piercing e tatuagens, as empresas aceitam? Pois é, algumas sim, muitas outras não. E, apesar de não se poder justificar a desclassificação de algum candidato pelo fato de ter tatuagens ou usar piercing, a prática mostra que não é bem assim.

Na verdade, já tive candidatos que, para serem aceitos e irem a uma entrevista com o gestor, foi solicitado que, se não se incomodassem, não usassem piercing naquele dia e na participação do processo, caso contrário não seriam aceitos.

Não quero emitir juízo de valor sobre esta questão, tão somente acho que todos temos direitos e, se eles realmente forem importantes, é preciso buscar um ambiente que os aceitem, tão somente isto.

Nós todos temos um meio termo. Não precisa ser extremamente formal, mas também falar gíria, usar linguagem chula ou não falar o português corretamente não dá muitos resultados.

Finalmente, acho que o bom senso deve prevalecer. Sempre. Quem estiver participando de algum processo seletivo procure se informar sobre como é a empresa, quais os seus valores e o que ela busca. Se estiver dentro do seu estilo, encare e vá em frente. Se não estiver, busque outra opção. Porém, sempre sem exageros, no meio termo.

Cada um de nós leva a sua personalidade para o mercado de trabalho. Para o bem ou para o mal, é isto que faz a diferença. A minha sugestão é que seja sempre para o bem, ou seja, que sua personalidade, competência e capacidade sejam percebidas pela empresa, pelo entrevistador e que não haja choque entre eles. Sucesso a todos e boa sorte.

Stefi Maerker é consultora, gestora de pessoas e diretora da SEC Talentos Humanos

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