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Levantamento da Robert Half mostra impacto de decisões sobre presencialidade na competitividade das empresas e na disputa por profissionais qualificados

São Paulo, agosto de 2026 — Dados da Pesquisa Modelos de Trabalho 2026, da consultoria global de soluções de talentos e negócios Robert Half, revelam que 54% dos gestores reconhecem maior risco de turnover à medida que aumentam as exigências de trabalho presencial, enquanto 52% dos profissionais afirmam que considerariam mudar de emprego caso perdessem flexibilidade. Os resultados reforçam que o modelo de trabalho se consolidou como um dos principais componentes da proposta de valor das empresas, influenciando atração, engajamento e retenção de talentos.

“Dados não substituem a experiência dos líderes, mas tornam as escolhas mais conscientes e consistentes. Transformar números em critério é o que diferencia uma estratégia madura de uma decisão reativa, e isso exige entender onde está o maior risco de turnover, quais áreas concentram talentos críticos, em que situações o trabalho presencial é realmente indispensável e se a liderança está preparada para sustentar o modelo adotado, no curto, médio e longo prazo”, explica Vitor Silva, diretor de mercado da Robert Half.

Decisões sem critérios ampliam riscos para o negócio

Nesse contexto, a pesquisa explora três cenários que podem comprometer os resultados das organizações: quando a presencialidade exigida supera as necessidades reais da operação, aumentando o risco de perda de competitividade na atração de talentos estratégicos; quando o modelo é mais flexível do que a realidade operacional comporta, comprometendo a eficiência do negócio; e quando diferentes áreas adotam formatos distintos sem critérios claros, o que tende a gerar desgaste cultural, percepção de inequidade e queda no engajamento das equipes.

Para reduzir esses riscos, o estudo indica que a consistência das decisões é um fator determinante. Ao comunicar de forma transparente os critérios adotados, garantir coerência entre áreas, revisar periodicamente o modelo de trabalho com base em indicadores de negócio, preparar lideranças para gerir equipes híbridas e acompanhar continuamente a percepção dos profissionais, as organizações tendem a sustentar a estratégia ao longo do tempo.

A proposta de valor começa pelo modelo de trabalho 

O modelo de trabalho também ganha relevância durante o processo seletivo e na atração de talentos. Segundo o levantamento, integrar o formato adotado à proposta de valor da empresa, alinhar o discurso de recrutamento à realidade operacional e oferecer clareza sobre regras e expectativas reduzem incertezas e fortalecem a percepção de confiança por parte dos candidatos.

“O debate sobre modelos de trabalho evoluiu muito desde a pandemia. Hoje está claro que essa é uma decisão estratégica para as empresas. Quando há coerência entre o que o negócio precisa e o que é comunicado aos profissionais, o modelo fortalece a proposta de valor da companhia e ajuda a atrair e reter talentos. O desafio é encontrar um formato que faça sentido para cada realidade e para a forma como o trabalho acontece na prática”, conclui Silva.

Metodologia
O estudo é baseado em duas iniciativas de pesquisa da Robert Half:

  • Pesquisa ICRH: levantamento proprietário realizado em janeiro de 2026 com 1.161 respondentes, divididos igualmente entre profissionais empregados, profissionais desempregados e tomadores de decisão, avaliando percepções e expectativas relacionadas ao trabalho.
  • Pesquisa Setorial: levantamento proprietário realizado online entre março e abril de 2026 com 289 tomadores de decisão de 14 setores da economia.