Demissões voluntárias em massa: relembre tendências que podem explicar recorde recente no Brasil

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Foto por Yan Krukov em Pexels.com

Desligamentos ultrapassam série histórica, somando 600 mil em março deste ano, segundo dados do CAGED analisados por consultoria

GIF Sertec_JackelyneB_300x300A LCA Consultores analisou dados do CAGED e revelou, recentemente, um recorde de demissões voluntárias no último mês de março, em relação à série histórica desse tipo de ocorrência registrada pela instituição. Com mais de 600 mil desligamentos por conta própria no período, mercado busca entender o porquê desse movimento, que se assemelha a fenômeno ocorrido na pandemia nos Estados Unidos, quando a desistência de vagas acometeu mais de 4 milhões de trabalhadores/ mês .
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Se é o caso de uma “Grande Resignação” – como é chamado o fenômeno norte-americano – à brasileira, ainda não se sabe, mas pesquisas diversas já apontavam forte “desapego” dos colaboradores em relação a seus empregadores, ou movimentos paralelos na economia nacional desviando a atenção das contratações celetistas, dando pistas das razões pelas quais os desligamentos voluntários também poderiam acontecer em massa no país. Dados, no entanto são numéricos, e perfil dos demissionários deve ser avaliado setor a setor, empresa a empresa e, ainda, caso a caso, avaliam especialistas. Melhor RH elencou alguns dos principais levantamentos divulgados na plataforma e para o público em geral nesse sentido:

  • A plataforma LinkedIn revelou, em dezembro de 2021, que 49% dos brasileiros já consideravam mudar de emprego em 2022. Entre jovens de 16 a 24 anos o percentual chegava a 61%. A pesquisa da plataforma considerou respostas de cerca de 1000 profissionais cadastrados. A motivação, nesse caso, foi apontada como a busca por melhores salários e maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
  • Já estudo da consultoria Robert Half mostrou, um pouco antes, em novembro do ano passado, a abertura para a mudança de emprego entre os mesmos 49%, em uma amostra de pouco mais de 1000 respondentes. Desses, 39% afirmaram ter interesse em mudar de área de atuação, carreira ou profissão. As motivações são primordialmente financeiras, mas também envolvem, entre os que querem atuar em novas searas, o desejo por inovação, satisfação pessoal e melhor qualidade de vida.
  • Consolidação de dados da Receita Federal e do SEBRAE mostrou que o país bateu recordes de novos pequenos negócios abertos em 2021, com mais de 3,9 milhões de empresas abertas – cerca de 80% na modalidade Microempreendedores Individuais (MEI) . Isso enquanto dados do Global Entrepreneurship Monitor mostravam, já em 2019, que as principais motivações para empreender, no país, levavam em conta “ganhar a vida”, diante de empregos escassos, mas, em segundo lugar, consideravam “fazer a diferença no mundo”, vivendo um propósito.
  • 53% dos brasileiros pretendiam mudar de profissão após a pandemia, de acordo com uma pesquisa realizada pela Kaspersky.
  • Tendência mundial e que, portanto, também inclui o Brasil, foi revelada em estudo encomendado pela Microsoft, intitulado “2021 Work Trend Index”: deixar o emprego estava entras opções de 40% da força de trabalho global em 2021.

Fonte: Melhor RH

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