#RH O que estamos fazendo para reter nossos talentos?

TIMEEm nossa atual realidade, o foco não pode estar na redução do quadro de funcionários, mas sim na retenção de pessoas essenciais à saúde das empresas

No último ano muito se falou em crise. Várias foram as empresas que cortaram custos e otimizaram equipes. Foi preciso se reinventar, desenvolver novos modelos de negócios e modernizar as equipes para continuar crescendo no atual cenário desafiador. Neste cenário, a área de Recursos Humanos está fortemente inserida e volta a ser posicionada com uma das áreas mais estratégicas da companhia. Investir no desenvolvimento do capital humano,nas relações com colaboradores, e na revisão dos processos para tornar as entregas mais eficientes nunca foi tão importante.

Mas existe outro lado para essa história. Para a sustentação de um bom clima e do desempenho de funcionários, também há de se pensar nos talentos. E, segundo nossa atual realidade, o foco não pode estar na redução do quadro, mas sim na retenção de pessoas essenciais à saúde das empresas. Talentos criativos, motivados, com ambições e vontade de crescer precisam ser rapidamente identificados e cuidados.

Uma pesquisa da CEB – empresa global que desenvolve soluções para estimular a performance corporativa – estima que um terço dos melhores funcionários do mercado estão descomprometidos com seus chefes diretos e à procura de um novo emprego. Complemento essa questão com frase de Travis Bradberry, autor do best-seller “Emotional Intelligence 2.0”, que escreveu que gestores, por vezes, acreditam que o problema do desligamento de funcionários está relacionado ao salário, por exemplo – mas, ao pensar dessa maneira, segundo o escritor, eles ignoram uma importante realidade: “as pessoas não deixam seus empregos; elas deixam seus chefes”.

E como manter essas pessoas dentro de casa? Pessoas essas cada vez mais conectadas, imediatistas, em contato com o mercado e novas oportunidades e que podem deixar sua empresa caso não sejam conquistadas diariamente.

Acredito que o contato humano é essencial. Conversas com gestores e diretores, olho no olho, entremeadas por xícaras de café e atenção nas necessidades de cada equipe – sejam elas promoções, incentivos, investimentos em aprimoramento, recolocações, entre outras. Esses profissionais também devem ter a oportunidade de se reunir com seus pares e colegas, em um momento dedicado a troca de ideias, experiências e brainstorms. As pessoas precisam colocar em prática o exercício da chamada escuta ativa.

E, se existir a possibilidade, a melhora nos benefícios leva uma mensagem positiva aos colaboradores, além de contribuir para seu aprimoramento profissional – sejam treinamentos, investimento em cursos ou oportunidade de participação em eventos. Essas evidências diárias levam tranquilidade, pois reforçam que a empresa está atenta as pessoas.

As pesquisas de clima também ajudam no entendimento da percepção de cada funcionário, pois se colocam como um canal para sugestões de melhorias.Mas, mais importante ainda é o seu feedback, pois se a companhia estimula o funcionário a falar, ela precisa mostrar que está disposta a mudar pontos em suas rotas a partir de ações concretas a partir dos resultados e opiniões coletados. E tão importante quanto mudar é explicar quando a mudança não é possível.

Tudo o que listei pode ser complementado com um ambiente favorável ao exercício das funções. Áreas de lazer, com espaços modernos e que incentivem a proximidade e interação entre colaboradores tornam o dia a dia mais leve e as obrigações menos tediosas.

Entendo que o momento é difícil e o frio na barriga existe. Mas por vezes deixamos de atender ao básico e perdemos a oportunidade de mantermos peças essenciais ao desenvolvimento da companhia sem nos darmos conta! Para além das pesquisas de clima, a área de Recursos Humanos – e as próprias empresas – precisam focar no que mais interessa: nas pessoas.

*Patricia Sanchez é diretora de Recursos Humanos na FS

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