Como conseguir emprego após os 40 anos

profissional de sucessoProfissionais ‘balzaquianos’ atraem o interesse do mercado e veem no empreendedorismo uma alternativa

Sabe aquela velha história de que o mercado de trabalho dá preferência aos profissionais jovens, recém-saídos das faculdades, ágeis e cheios de ideias, enquanto os mais experientes e analíticos sofrem até conseguirem uma recolocação? Atualmente, não é bem assim que as coisas estão funcionando. Com a economia combalida e com perspectivas tímidas de melhoria, as empresas voltaram a perceber a importância de contratar profissionais rodados, com facilidade de adaptação e que não exigem uma imersão completa nos negócios para começarem a trazer resultados.

Quem se encontra na faixa dos 40 anos pode tornar a experiência uma arma no seu currículo“, argumenta o coordenador do curso de CST em Recursos Humanos da Faculdade Pitágoras de Guarapari, Fernando Botelho. Essa hipótese é válida se, e somente se, esses profissionais forem capazes de permanecerem antenados com as mudanças comportamentais e tecnológicas. “Um profissional acima dos 40 com experiência e devidamente ambientado no mundo digital pode ser um excelente candidato a qualquer vaga”, diz.

A coach, consultora e professora universitária Bernadete Pupo publicou, em 2009, o livro Empregabilidade acima dos 40 anos, que atualmente está esgotado. No entanto, ela própria reconhece que houve mudanças significativas no mercado e nos profissionais nos últimos sete anos. “Com o aumento da expectativa de vida e melhoria da qualidade de vida em geral, a idade se tornou algo relativo. Há até pouco tempo, uma pessoa com 40 anos era considerada experiente; hoje, uma pessoa nessa faixa etária é bastante nova e consegue trabalhar a pleno vapor”, afirma.

A reconfiguração cultural não atingiu apenas o interesse das empresas, mas principalmente os profissionais, que já não estão mais em busca da outrora sonhada estabilidade – lembrando que é nessa faixa etária que se encontram os primeiros representantes da Geração Y. “As pessoas estão despertando para a busca de uma carreira com propósito e que lhe proporcione felicidade independente da idade de começar ou recomeçar”, explica a especialista em desenvolvimento humano Monica Motta. Trata-se de uma mudança também no conceito de trabalho, da crescente necessidade de transformá-lo em algo com significado e relevância. Passar oito horas do dia lançando notas fiscais em sistemas já não é uma opção de carreira a longo prazo.

Empreendedorismo como alternativa

E se, em vez de procurar um outro emprego, a alternativa de empreender o próprio negócio estivesse à disposição. Há vantagens, mas os riscos não devem ser esquecidos ou subestimados. “Este empreendedor novo está preparado para ser um bom gestor? Ou apenas pela questão do desemprego ele se torna empreendedor?”, questiona Fernando Botelho. “Em qualquer situação, este empreendedor deverá estar preparado, estudando e elaborando seu plano de negócios”, recomenda.

Bernadete Pupo é otimista, já que empreender envolve a realização de sonhos – e, consequentemente, trata-se de uma conquista pessoal e profissional. “À medida em que as pessoas descobrem as habilidades que têm e começam a ganhar dinheiro com isso, elas conseguem se realizar melhor. A crise castiga os mais experientes, mas também permite que eles redescubram suas habilidades”, afirma a consultora.

3 dicas para conseguir recolocação após os 40

• Prepare-se e desenvolva um plano estratégico. Um dos erros mais comuns dos profissionais que buscam recolocação após uma demissão é sair atirando para todo lado em busca de qualquer vaga que apareça. Essa tentação é mais forte para quem precisa da renda para sustentar a família. “Muitas vezes a demissão é uma grande oportunidade de redirecionamento”, lembra Monica Motta.

Organize as finanças e prepare-se para tempos difíceis. Com um amparo financeiro, é possível ter mais tranquilidade tanto se a demissão for compulsória quanto por decisão do próprio profissional. Em casos de trabalho por carteira assinada, a demissão garante multa rescisória, seguro-desemprego e outros benefícios. É importante gerenciar bem esses recursos durante o processo de recolocação.

• Não desanime. Pode parecer frase de autoajuda, mas é uma dica de importância funcamental. Recrutadores detectam de imediato profissionais com baixa autoestima e isso pode atrapalhar o processo. Além disso, lamentar a própria sorte e se desvalorizar é uma reação comum quando o processo de recolocação demora. “Ao perceber essa reação, o profissional deve agir imediatamente sobre sua motivação e energia”, recomenda Motta. Para Bernadete Pupo, “a discriminação maior está na cabeça da própria pessoa, ela se acha ultrapassada. Mas quando ela corre atrás dos seus objetivos, não fica parada, encostada, dizendo que o mercado está discriminando”, diz.

Fonte: Administradores bloggif_580e021844191

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