Levantamento com base em mais de 1.3 milhão de usuários da empresa mostra que jovens utilizam os benefícios mais rapidamente do que qualquer outra geração, lideram o volume de transações mensais e gastam, em média, R$ 57 por refeição

  • Cartão virtual representa 59,2% das transações com benefícios corporativos, sendo a única geração com predominância do digital
  • O auxílio-alimentação concentra 42,3% das transações realizadas por profissionais da Geração Z, reflexo também do maior aporte das empresas nessa categoria. Entre as demais modalidades, transporte (15,4%), alimentação (15,3%) e refeição (12,8%) aparecem na sequência, aponta Caju
  • Transações com carteiras digitais crescem 122,5% no primeiro semestre de 2026, segundo análise da Caju com base em dados anonimizados e agregados de mais de 1,3 milhão de usuários
  • Profissionais da Geração Z gastam, em média, R$ 57 por refeição com benefícios corporativos

Com mais de 1.3 milhão de usuários ativos, a Caju, empresa de tecnologia para benefícios, despesas corporativas e gestão de benefícios, retrata os hábitos de consumo do trabalhador brasileiro a partir da sua base. Em novo levantamento, os dados mostram que a Geração Z concentra 30,4% de todo o gasto mensal em benefícios corporativos nos cinco primeiros dias após o recebimento – o equivalente a quase um terço do saldo consumido antes mesmo da primeira semana acabar.

Os Millennials seguem logo atrás, com 28,7% no mesmo intervalo. A diferença de 1,7 ponto percentual pode parecer sutil, mas revela um padrão: quanto mais jovem o profissional, mais imediato é o consumo. Enquanto a Gen Z “queima” o saldo de forma explosiva nos primeiros dias, os Baby Boomers, por exemplo, distribuem os gastos de maneira mais uniforme ao longo do mês, concentrando apenas 24,7% no mesmo período, com seis pontos percentuais a menos. O dado reforça que empresas que depositam benefícios no início do mês precisam considerar que, para boa parte da força de trabalho jovem, o saldo já está comprometido antes do dia 6.

A análise também revela diferenças significativas entre as gerações. Enquanto a Geração Z apresenta o ritmo mais acelerado de utilização dos benefícios, os Baby Boomers são os que mantêm os saldos por mais tempo, levando, em média, 15,4 dias para consumir os valores recebidos.

O comportamento também aparece na frequência de uso. A Geração Z registra o maior volume de transações mensais entre todas as faixas etárias analisadas pela Caju. A diferença entre a geração mais ativa e a menos ativa chega a 9,7%, reforçando o papel dos benefícios corporativos como parte recorrente da gestão financeira dos trabalhadores mais jovens.

“Um dado também interessante da Geração Z é que os jovens fazem mais transações por mês com um valor unitário menor, sendo o ticket médio dos jovens 13,4% abaixo da média geral. Um padrão de consumo fragmentado, com muitas compras pequenas em vez de poucas compras grandes. Para as empresas, entender os hábitos de consumo e as diferenças geracionais é importante para pensar benefícios que acompanhem a forma como o trabalhador verdadeiramente necessita. Ter esse tipo de levantamento na Caju é o que nos guia para a melhor experiência com nossos mais de 70 mil clientes, como a marca de benefícios mais recomendada do país, segundo a Opinion Box”, destaca Lucas Fernandes, CHRO da Caju. 

Entre os colaboradores da Geração Z, o auxílio-alimentação, benefício flexível que reúne saldos para gastos em supermercados e restaurantes, concentra 42,3% das transações, resultado que também reflete o maior aporte das empresas nessa categoria, regulamentada por lei. Por isso, mais do que indicar uma preferência de consumo, o dado ajuda a dimensionar o peso desse benefício no orçamento disponibilizado aos trabalhadores. Entre as demais categorias, transporte representa 15,4% das transações, seguido por alimentação (15,3%) e refeição (12,8%).

O levantamento mostra ainda que o valor gasto em uma refeição com cartão de benefício corporativo pelos jovens de 14 a 29 anos é, em média, R$ 57 no Brasil.

Os jovens são mais digitais

Os dados confirmam uma suposição normalmente feita em relação aos jovens: eles preferem o digital. Entre os usuários de 14 a 29 anos, o cartão virtual já representa 59,2% das transações com benefícios corporativos, tornando essa a única faixa etária em que o uso do formato digital supera o do cartão físico. O comportamento se reflete ainda nas carteiras digitais, solução que permite armazenar cartões e realizar pagamentos de forma virtual, responsáveis por 44,2% das compras realizadas pelos jovens.

A preferência por meios de pagamento digitais acompanha uma rotina marcada pelo uso do celular como principal ferramenta de acesso a serviços financeiros. Em comparação com o ano anterior, o volume movimentado por carteiras digitais cresceu 122,5%, consolidando esse canal como uma das principais formas de utilização dos benefícios corporativos.

Sobre a Geração Z no mercado de trabalho

O Brasil possui atualmente 32,9 milhões de pessoas entre 14 e 24 anos. Desse total, 13,9 milhões estão ocupadas, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). Outros 4,3 milhões conciliam estudo e trabalho, enquanto 12,8 milhões se dedicam exclusivamente aos estudos. Na outra ponta, 6,2 milhões não estudam nem trabalham, grupo que representa 18,7% da população jovem do país.

Com base em dados exclusivos, agregados e anonimizados de mais de 1.3 milhão de usuários, o estudo contempla o recorte da Geração Z com jovens de 14 a 29 anos.