
Os 12 formandos do Projeto Elo Social, criado para preparar pessoas com deficiência intelectual para o mercado de trabalho, são efetivados na indústria de alimentos gaúcha
Mais do que uma iniciativa de responsabilidade social, o Elo Social tornou-se um projeto de inclusão com impacto permanente na vida de 12 jovens de Santo Antônio da Patrulha (RS). Idealizado pelo setor de Recursos Humanos da DaColônia em parceria com a APAE do município, o projeto chega ao fim de sua primeira etapa após cerca de 16 meses de formação, desenvolvimento profissional e vivência prática dentro da indústria. Marcada por emoção e descontração, a cerimônia de formatura ocorreu em 30 de julho, na sede da APAE, com a presença de familiares e funcionários das duas instituições.

Um dos diferenciais da iniciativa é que os participantes já ingressaram na empresa como colaboradores desde o início do projeto. Em 3 de agosto, foram efetivados, passando a atuar em período integral, com acesso aos mesmos benefícios oferecidos aos demais funcionários da indústria.
A diretora administrativa da APAE, Monia Santos, salienta que projetos desse tipo são fundamentais para abrir portas para o mercado de trabalho, aliando capacitação técnica, desenvolvimento de habilidades e experiência profissional. As atividades iniciaram em 26 de março de 2025, com carga diária de quatro horas, totalizando cerca de 1.400 horas, com foco em comunicação, autonomia, responsabilidade, organização, convivência e adaptação ao ambiente corporativo.
“Contar com a parceria de uma empresa como a DaColônia abrindo espaço para esses jovens é fundamental, pois essa oportunidade significa uma transformação de realidade, proporcionando formação, uma vida funcional e independência financeira”, explica Monia. “Essa oportunidade é tudo o que eles precisavam para ter uma vida de autonomia financeira”, completa.
Na etapa prática, os participantes integraram a rotina da sala de Exportação da DaColônia, realizando atividades como a colagem de etiquetas em produtos acabados destinados ao mercado internacional. Todo o processo contou com o acompanhamento de quatro profissionais da APAE e outros quatro da empresa.
“O Projeto Elo Social nasceu da convicção de que a inclusão se constrói oferecendo oportunidades reais. Mais do que ensinar uma atividade, buscamos desenvolver autonomia, confiança e pertencimento. O resultado mostra que, quando empresa, instituição e famílias caminham juntas, todos crescem”, afirma o gerente de Recursos Humanos da DaColônia, Pedro Funcke.
Inclusão como parte da cultura da empresa
Conforme salienta Willian Freitas, diretor da Dacolônia e terceira geração à frente do negócio, não se trata de uma caridade, mas sim de uma formação profissional real, que resultou na contratação do grupo para suprir uma necessidade real da empresa. Fundada há mais de 60 anos em Santo Antônio da Patrulha, a DaColônia tem a inclusão como parte da cultura organizacional. Para a empresa, investir nas pessoas também faz parte da estratégia de crescimento sustentável.
“É um grande orgulho para todos nós desenvolver um projeto como o Elo Social, que demonstra que desenvolvimento econômico e responsabilidade social podem caminhar juntos. Para nós, inclusão não é uma ação isolada, mas um compromisso permanente de criar oportunidades, valorizar as pessoas e contribuir para uma sociedade mais justa”, destaca Willian Freitas.
Além do Elo Social, a DaColônia mantém outras iniciativas voltadas ao impacto social. A empresa destina recursos por meio dos incentivos fiscais aos Fundos da Criança e do Adolescente e do Idoso, além de apoiar instituições como o Instituto do Câncer Infantil (ICI) e o Instituto da Criança com Diabetes (ICD). As ações reforçam uma atuação que vai além da produção de alimentos naturais e busca gerar valor também para a comunidade onde está inserida.
Grupo agora integra quadro oficial da empresa, com todos os benefícios. Foto: Divulgação
