Líder Tóxico? Aprenda a lidar com esse tipo

A liderança tóxica é um fenômeno que vem se tornando cada vez mais comum nas empresas, com funcionários sendo submetidos a diferentes tipos de situações desagradáveis no ambiente de trabalho. O que para alguns é visto como prática comum, na verdade, tem a ver com conceitos datados de gerência e gestão de pessoas, e que não se aplicam no cenário atual, ou a própria personalidade do gestor.

Segundo Silvina Ramal, Mestre em Administração pela PUC-Rio e sócia-fundadora da consultoria ID Performance Humana, a liderança tóxica está muito presente nas empresas e é resultado de se privilegiar mais o que se vê superficialmente do que o que, de fato, tem valor. “A avaliação dos líderes se dá muito em função de resultados a curto prazo. Assim, um executivo que consegue a valorização do preço da ação da empresa na Bolsa de Valores pode ser muito valorizado. No entanto, não se analisa tanto os meios que ele utilizou para conseguir esse resultado, e qual será o resultado de suas ações e de sua forma de liderar num prazo de dez anos. As empresas são pensadas a curto prazo e as pessoas também são avaliadas dessa maneira”, ressalta.

Esse pensamento facilita a ascensão de líderes com potencial para causar danos à organização, à equipe e às relações com os clientes. De acordo com Alessandra Assad, autora do livro “Liderança Tóxica: Você é um líder contagiante ou contagioso?” (Editora Alta Books), um líder tóxico é aquele que busca invalidar, reprovar, diminuir e manipular. É alguém que procura ter o poder e o controle sobre as emoções de outra pessoa para depois destruir a autoestima dela. “É um líder que quer poder e controle por ser um manipulador. É aquele tipo de profissional que vai fazer você cumprir as exigências dele ou transformará a sua vida em um inferno. E o pior é que essas pessoas não são difíceis de serem encontradas e reconhecidas”.

Por essa razão, as organizações estão revendo, como prioridade, seu modelo de gestão, atentas ao que significa inovação para o seu negócio. Existem diferentes perfis de liderança, tanto bons quanto tóxicos, mas o essencial é definir o ideal para cada área. Garantir a contratação de líderes alinhados aos valores e a cultura das empresas, não é uma tarefa simples. Estamos falando do terreno das atitudes, que exige ser explicitada com consistência e coerência, no tempo. Tarefa difícil em um processo seletivo. Para Eliane Leite, coordenadora do curso de formação em Recursos Humanos, IAG – Escola de Negócios da PUC-Rio, “é preciso estar atento aos movimentos que sinalizam uma mudança do papel da liderança, para planejar a exata demanda e perfil desse profissional. O modelo de gestão e as novas configurações da força de trabalho serão determinantes para isso”.

Silvina Ramal dá algumas dicas de como lidar com lideranças ou ambientes de trabalhos tóxicos:

1. Procure ser adulto e racional. Não use seus instintos ou suas emoções para lidar com seu chefe. Se conseguir se afastar da situação e analisar friamente o que está acontecendo, usando sua inteligência para reagir às situações e lidar com ele, vai ganhar muito em resultados e saúde emocional. O distanciamento emocional é muito importante. E entender que está lidando com uma criança em corpo de adulto, ou uma pessoa com distúrbio de personalidade, vai ajuda-lo a entender que não há por que sentir-se diminuído, se irritar ou se sentir magoado.

2. Invista em sua autoestima. A principal aprovação ou elogio que precisa é o que vem de você mesmo. Aprenda a confiar em seu trabalho e reconhecer suas qualidades. Assim, a aprovação ou estima de chefes se tornará menos importante.

3. Aprenda a separar trabalho e vida pessoal. Quando sair da empresa, desligue-se. O apoio da família e de amigos é antídoto maravilhoso para esse tipo de situação venenosa. Trabalho social ou voluntário em alguma instituição beneficente também. Não há nada melhor do que praticar e exercer amor pelo próximo para voltar revigorado a uma situação de trabalho onde precisa ser extremamente racional.

4. Corpo são, mente sã. Pratique alguma atividade física, mesmo que seja uma caminhada longa em ritmo acelerado. Está provado que é outro excelente antídoto para fortalecer o cérebro e o emocional, que precisarão estar extremamente fortes para fazer frente aos desafios do dia-a-dia.

Fonte: Profissional & Negócios

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