Manual de vestimenta de escritório provoca polêmica na internet

A Menezes Niebuhr Advogados, empresa que teve nome vinculado ao material, nega que mantenha indicações sobre a vestimenta dos funcionários

Um escritório de advocacia envolveu-se no meio de uma polêmica nesta semana ao ter o nome vinculado a um rígido manual de vestimenta. Publicação no perfil “Vagas Arrombadas” no Facebook mostrava um código de vestimenta que determinava aos funcionários desde o tipo de penteado que as mulheres deveriam utilizar até a qualidade da lã do terno para os homens.

Os cabelos femininos deveriam ser “sempre domados, bem cortados e bem cuidados”. Outra recomendação é para que as mulheres variem os penteados “com ganchinhos discretos, rabos com elásticos ou fivelas bonitas de boa qualidade, laços e afins”. Há também indicações da cor do esmalte e o que manter em uma necessaire.

Caso queiram usar calças longas, elas devem ir até o peito do pé e a barra deve estar a um centímetro do chão.

Para os homens, há dicas de cores para combinar ternos e sapatos. Além disso, o manual também indica o tipo de terno a ser usado, levando em consideração qualidade, durabilidade, acabamento e caimento. “Para uma semana de trabalho é recomendado que você tenha pelo menos dois costumes, de preferência três”.

Logo, a publicação foi vinculada ao escritório Menezes Niebuhr Advogados. Procurada por VEJA, a empresa negou que o material divulgado seja uma indicação de vestimenta para a equipe.

“O nosso escritório habitualmente promove uma série de encontros e atividades com a equipe, que tratam de assuntos não jurídicos como, por exemplo, planejamento de carreira. O material que circulou na internet se refere a uma dessas atividades, uma conversa sobre comportamento e imagem.”

Ainda segundo a Menezes Niebuhr Advogados, a responsável pela criação do guia é uma consultoria externa contratada para a atividade. “O material veicula marca do escritório apenas porque seria apresentado para nossa equipe. As dicas de moda desse guia são de autoria da consultora contratada e não integram qualquer política interna de nosso escritório. Não impomos qualquer padrão de vestimenta ou imagem aos nossos colaboradores. Lamentamos o fato da divulgação do material ter sido distorcida de seu propósito nas redes sociais e ter sido indevidamente atrelada a um inexistente código de vestuário interno.”

Além de outras dicas como o tipo de sapato a ser usado pelas mulheres e acessórios para homens, cuidados estéticos também são tema do material.

“Todos os nossos integrantes têm total liberdade para vestirem-se e apresentarem-se de acordo com os seus estilos e gostos. Solicitamos apenas que sigam o padrão usual dos tribunais, terno e gravata para os homens e trajes compatíveis com a advocacia para as mulheres”, informou a Menezes Niebuhr Advogados a reportagem de VEJA.

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