Flexibilização de horas de trabalho é tendência para cargos estratégicos

Muito antes da reforma trabalhista prevista para começar a vigorar em novembro deste ano, com uma série de novos ajustes entre empregado e empregador, a questão de flexibilização de horas já é uma realidade entre os profissionais de áreas administrativas e estratégicas e, notadamente, em start ups ou multinacionais dos segmentos de telecomunicações, tecnologia e farmacêutica.

Há alguns anos, a questão de foco em resultados passou a ser uma premissa para empresas e a contagem de horas trabalhadas saiu de cena para dar lugar a uma relação mais madura entre as duas pontas (patrão e funcionário), de forma que existe hoje uma liberdade maior com relação à hora de chegada e de saída, desde que cumpridos compromissos e carga horária.

“Isso é, sem dúvida, uma nova política nas empresas e que vem dando certo”, conta Juliana Constantino, gerente de unidade da consultori Luandre. “A compreensão da empresa em relação às demandas pessoais de seus funcionários em vez de comprometer o trabalho gera satisfação entre os profissionais, o que aumenta a retenção de equipe, melhora a produtividade e abre espaço para o engajamento de todos. Ou seja, propiciar um bom ambiente de trabalho é um cuidado que as empresas vêm tendo para obter melhores resultados e para não arcar com o alto o custo de desligamento”, explica.

Se em 2016, eram 2000 vagas neste perfil de flexibilidade, em 2017, são 2240 – isso é um aumento de 12%, que deve ser ainda maior, considerando que ainda faltam quatro meses para fechar o ano.

Outro dado que demonstra essa atualização das relações de trabalho é o crescimento de 114% dos coworkings ou espaços compartilhados em relação a 2016, sendo 40% desse montante em São Paulo e 62% deles nas capitais ou cidades com mais de um milhão de habitantes, segundo a terceira edição do Censo Coworking 2017. Ao todo, são 56 mil estações de trabalho, 313 mil metros quadrados ocupados, 82 milhões de reais movimentados, 210 mil pessoas circulando e 3.500 empregos gerados.

Ainda de acordo com a pesquisa, 12% dos profissionais que ocupam esses espaços são da indústria criativa, incluindo comunicações, e 4% focados na área de TI, segmentos em que a Luandre também percebe essa maior possibilidade de flexibilização de horários.

Fonte: Profissional & Negócios

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