Para RHs, Reforma Trabalhista é bem-vinda

Uma enquete recentemente desenvolvida e divulgada pela consultoria Remunerar apontou que a maior parte dos profissionais de RH das empresas brasileiras são favoráveis às mudanças propostas pelo projeto de Reforma Trabalhista que tramita atualmente no Congresso Nacional.

Para 61% das companhias, as mudanças sugeridas pelo texto atual devem favorecer o aumento das contratações, enquanto 19% acreditam que não haverá mudança significativa. Das empresas consultadas, 13% acredita que a Reforma não contribuirá com a geração de empregos e 7% responderam não terem avaliado a questão.

Segundo Marcelo Samogin, CEO da Remunerar, “a impressão que temos, muita vezes, é que trabalhar pelo aumento da oferta de empregos é algo complexo demais, que exige um enfrentamento ideológico (os capitalistas versus os trabalhistas)”. Ele explica: “Para alguns, negociar não é uma opção, tudo é visto como perda ou prejuízo e todo o trabalho será precarizado pelas mudanças propostas. A pesquisa mostra que isto não é verdade, na visão dos gestores e profissionais de RH. Os empregos que podem ser criados a partir da construção de uma lei trabalhista mais atual, com menos interferência do estado, parece ser a pedra no sapato do destino do Brasil”.

No que tange à competitividade das empresas, os índices seguem basicamente o mesmo padrão, com 70% dos respondentes acreditando que a Reforma Trabalhista contribuiria para tornar os seus negócios mais competitivos tanto no cenário global quanto no mercado interno.

Precarização?

Os executivos consultados acreditam que a Reforma Trabalhista tende a fortalecer a atuação dos Sindicatos profissionais, ainda que 37% deles admita que ela pode acarretar perdas de direitos por parte dos trabalhadores. Assim, haveria o risco de precarização da mão-de-obra.

Não é o que pensa Samogin: “Há empresas pouco evoluídas e desconectadas de outras funções sociais que não a do lucro máximo; elas expropriam o meio ambiente e os trabalhadores. Há outros grupos que valorizam o lucro e a riqueza através da boa competição, respeito e valorização dos empregados, e, por isso, investem em melhorias, qualificação dos trabalhadores e formas modernas de avaliar e recompensar o desempenho. Não acredito que empresas deste segundo grupo estejam dispostas a arriscar sua reputação e valor de marca junto aos clientes em troca da precarização das relações e condições de trabalho.

O levantamento ouviu 144 empresas que juntas geram 200 mil empregos diretos e R$16 bilhões de reais de faturamento estimado.

Fonte: Profissional & Negócios

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