Reconhecimento, pizza ou dinheiro: o que mais motiva os funcionários a serem produtivos?

Estudo mostra que dinheiro é o que menos motiva os funcionários a serem produtivos

Um estudo da Universidade de Duke mostrou que dinheiro não é o maior motivador para que os funcionários sejam mais produtivos. Dan Ariely, professor de psicologia e economia comportamental na universidade e no MIT, foi o responsável pelo estudo interessante que deu origem a seu livro, Payoff: The Hidden Logic That Shapes Our Motivations,(ou Recompensa – a lógica oculta que molda nossas motivações,em tradução livre).

O professor conversou com os diretores de uma empresa de tecnologia para que eles testassem três tipos de motivadores: dinheiro, pizza ou reconhecimento do chefe, na tentativa de aumentar a produtividade dos funcionários.

A área da empresa selecionada para o experimento foi a fábrica de semicondutores e foi acertado com os funcionários metas de produção. Eles foram divididos em quatro grupos: o primeiro grupo, foi prometido um bônus em dinheiro; ao segundo, um voucher para uma pizza grátis; ao terceiro, uma mensagem de reconhecimento do chefe. O quarto grupo, definido como grupo de controle, recebeu apenas a meta, sem qualquer promessa de recompensa.

Após um dia de experimento, a pizza foi a maior motivadora, aumentando a produtividade dos funcionários em 6.7% em relação ao restante dos aprticipantes. O grupo que recebeu a promessa de uma mensagem do chefe chegou perto, com um aumento de 6.6%. O pior motivador foi o bônus em dinheiro, que aumentou a produtividade em 4.9%.

Os funcionários que receberam a promessa de bônus em dinheiro não somente apresentaram os piores níveis de produtividade como também apresentaram a maior queda no desempenho nos dias seguintes à experiência.
Ariely acredita que o bônus em dinheiro teve menos impacto porque nós pensamos e agimos de acordo com escalas de tempo mais longas do que o dinheiro é capaz de alcançar e buscamos motivações mais duradouras, como a de encontrar significado no que fazemos ou nos sentirmos valorizados pelos nossos empregadores.

O professor explica que o ambiente na fábrica de semicondutores era ideal para esse tipo de teste, já que o
nível de produtividade dos funcionários era facilmente mensurável pelo número de chips produzidos por dia,
o que não acontece em grande parte das funções administrativas, por exemplo.

No entanto, para Ariely, esse tipo de experimento mostra o quanto as empresas poderiam ganhar caso se
dispusessem a testar diferentes técnicas de motivação em seus ambientes, desenvolvendo modelos e
estratégias de motivação mais adequadas aos seus funcionários.

Fonte: Infomoney 

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