Pesquisa revela que 16% dos funcionários das Melhores Empresas não se importam com a companhia

insatisfeitaNa prática, os 16 pontos percentuais restantes representam uma enorme oportunidade de ganhos em produtividade – oportunidade de contratar colaboradores identificados com os propósitos e valores da empresa

O que você faria ao saber que 16% dos seus funcionários não estão comprometidos com os propósitos e objetivos da empresa? Em outras palavras, 16% dos profissionais contratados ficam motivados apenas quando o expediente acaba e podem ir embora. Ou ainda pior: embora passem o dia na empresa, a cabeça e o celular estão em um mundo paralelo. Agora pense comigo: quanto custa à empresa esses 16% se considerarmos salários, benefícios, treinamento, espaço físico e computador? Vou além: a cada três profissionais, no máximo duas pessoas estão de fato produzindo.

Antes de ir adiante, cabe ressaltar que esses 16% são oriundos dos resultados da edição 2015 da pesquisa Melhores Empresas para Trabalhar – GPTW Brasil, conduzida pelo Great Place to Work – consultoria responsável pela maior pesquisa global de avaliação do índice de confiança dos funcionários com o ambiente de trabalho e análise das melhores práticas de gestão de pessoas. Análise do ano passado, portanto, revelou que entre as 135 organizações premiadas, o índice médio de confiança do funcionário na empresa foi de 84 (em uma escala de zero a 100).

Na prática, os 16 pontos percentuais restantes representam uma enorme oportunidade de ganhos em produtividade – oportunidade de contratar colaboradores identificados com os propósitos e valores da empresa; pessoas que trabalham em equipe e que superam os objetivos coletivos. Esses 16% representam um gap de oportunidades para as empresas que fazem parte do seleto grupo dos melhores ambientes corporativos do país.

Na realidade, 16% é o indicador conseguido com muito esforço pelas empresas com alto grau de sucesso na conquista do melhor das pessoas e, portanto, campeãs em ganhos de produtividade. Se considerarmos as empresas que ainda estão longe desta excelência – e que infelizmente ainda são a maioria no Brasil –, o indicador do “não estou nem aí” salta de 16% para alarmantes 50%, 60% e até 70%. Uma outra característica é que este índice atinge empresas de todo o tipo e porte, inclusive algumas que frequentam as capas das principais revistas de negócio.

Diferente do faturamento ou patrimônio líquido, que são dados públicos ou em geral facilmente estimados, o índice de confiança dos colaboradores da organização precisa de atenção da alta gestão e deve ser incorporado ao modelo de gestão da empresa. Cuidado, pois temos a grande tendência de “terceirizar” a culpa pelos problemas de baixa performance da organização. Na realidade, o principal obstáculo à produtividade pode estar dentro de casa e não no governo, na economia ou na Lava Jato.

A excelente notícia é que uma nova liderança está surgindo nas organizações e tomando a dianteira não apenas no debate, mas especialmente nas ações. São práticas simples e muitas vezes sem custo mas muito efetivas para inverter o quadro apresentado acima, criando ambientes de confiança, nos quais as pessoas estão de fato comprometidas, pois consideram que suas empresas são muito mais do que “apenas um emprego”. Essa nova liderança desenvolve melhores profissionais para as empresas e melhores cidadãos para a sociedade.

 

Fonte: Administradores

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