Como a Pfizer mantém as portas abertas para ex-funcionários retornarem

Pfizer

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Há diversos tipos de relacionamentos, desde o casal que permanece junto até o típico casal “ioiô”. Em uma empresa, é comum citarem o termo “casar com a empresa”, mas qual é o tipo de relação que você quer estabelecer com a sua empresa? Levando em consideração o desperdício de demissões e recontratação: você, como gestor, acha que seu ex-colaborador, quando demitido, deve ser descartado do mercado? E você, profissional, evita qualquer tipo de voltar à empresa que o demitiu?

A farmacêutica Pfizer, atenta a esse padrão de funcionários e firmas que se desconectam completamente após ciclos de colaborações, adotou o sistema de ideias de recontratação de funcionários, que, após saírem para o mercado, voltam mais maturo, com visões diferentes e sem precisar de muito tempo de adaptação, como acontece com novos contratados.

Irene Camargo, gerente de RH da Pfizer, diz que o projeto surgiu de forma espontânea, após sucesso em experiências de recontratações: “Boa parte sai da Pfizer para atuar em outras indústrias farmacêuticas ou em outras companhias ligadas ao mercado farmacêutico. O processo de integração de um ex-funcionário é o mesmo de um novo colaborador: quando um profissional alça outros voos e, na dinâmica dos negócios, volta a ser cotado para uma posição na empresa, ele é bem acolhido no processo seletivo. Entre janeiro de 2013 e outubro de 2015, recontratamos 42 ex-funcionários de diferentes cargos e funções, como gerente médico, representante comercial, vendedor, gerente de produto, instrumentista, coordenador de assunto jurídico e coordenador de inteligência de mercado ”.

Renata Dolce, country brand lead na área de Vacinas da Pfizer, é uma profissional que saiu da companhia em 2007 e, sete anos depois, voltou para a empresa, após experiências em outras organizações do segmento. Dedicou boa parte desses anos prestando consultoria em planejamento estratégico, efetividade de força de venda e análise de portfólios, entre outros.

“Recebi uma proposta de promoção em uma outra empresa para trabalhar em uma área diferente da minha. Como estava havia algum tempo na Pfizer e tinha feito uma carreira aqui, achei que fosse o momento de migrar para uma nova área. Esse movimento agregaria muito à minha carreira, principalmente porque me ajudaria a entender melhor o mercado”, conta Dolce sobre os motivos de sua saída de Pfizer.

Para a gerente de RH, além da relação entre empresa e profissional ser direcionada com mais qualidade em caso de recontratação, o novo contrato “se dá em bases mais conscientes e com mais maturidade, por parte tanto daquele que retorna quanto do gestor contratante”. Ou seja, “Em época de prazos mais curtos, trazer alguém pronto para jogar, integrado à cultura organizacional e fortalecido por uma vivência externa, pode ser uma solução muito adequada”.

Irene Camargo e Renata Dolce compartilham do discurso de que a Pfizer é uma empresa atrativa, que os profissionais procuram para trabalhar independentemente do setor, seja administrativo, seja de especialidade da firma. “A Pfizer sempre foi uma empresa para a qual eu quis voltar. É um lugar pelo qual tenho muito carinho, e não só pelo trabalho que exerço aqui, mas também pelo bom ambiente. Tenho vontade de acordar todos os dias para vir trabalhar e valorizo muito isso”, explica a country brand lead.

Hoje o turnover da empresa está baixo, e um ex-funcionário não é “privilegiado” ao longo dos processos seletivos. Eles passam por todos os testes e são avaliados da mesma forma que os demais competidores à vaga.

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