Tenho experiência e qualificação. Por que não sou chamado?

decepcionadoSem dúvida alguma muitos jovens que estão em busca de trabalho devem se fazer essa pergunta, “Por que não sou chamado para uma entrevista de emprego?”. Quatro dicas são fundamentais: boa comunicação interpessoal (além da inteligência emocional); um bom marketing pessoal (não apenas a imagem e sim bom conteúdo aplicado em conjunto à imagem); ampliação da network (reveja e atualize sempre seus contatos e aprenda como tirar proveito de amigos com boas indicações) e conhecer bem a cultura organizacional da empresa na qual se procura uma oportunidade (o seu perfil deve ser compatível com o da organização a qual você deseja trabalhar). E para ajudar na construção das possíveis soluções vamos elaborar algumas soluções.

A maioria de nós, em alguma ocasião, já foi à busca do emprego ideal, ou da oportunidade de poder entrar naquela instituição que sempre sonhamos. Enviamos os currículos, nos cadastramos nos sites, pedimos para nos indicarem, porém não somos chamados.

Por quê? O que estamos fazendo de errado? O que faz que os selecionadores não nós chamem para fazer uma entrevista, e a outras pessoas sim?

Precisamos focar em alguns itens, que fazem com que muitos profissionais não sejam chamados para as entrevistas, pois sabemos que é uma sensação ruim sermos rejeitados nos processos seletivos. Muitos, chegam ao ponto de até duvidar da própria capacidade.

Porém, saiba que na maioria de vezes, não é necessariamente sua capacidade ou sua qualificação que influencia a rejeição da sua candidatura para aquela vaga. Existem outros fatores associados tal como o perfil para organização, especialmente quando o recrutador tem em mãos vários currículos para avaliar.

Levemos em consideração alguns detalhes cruciais que fazem com que muitos candidatos não sejam chamados para as entrevistas e, consequentemente, preencham uma vaga de emprego:

1. Trabalhe seu feedback – Inúmeras vezes são oferecidas vagas para diversas áreas de trabalho e as mesmas ficam em aberto por não haverem profissionais capacitados para preenchê-las ou quando não é isso, o descaso de alguns “profissionais” que se dizem interessados na vaga confirmam por e-mail ou por telefone e, simplesmente, não comparecem na data combinada para a entrevista. Seja franco quanto à vaga e diga se realmente possui interesse. Caso não possa ir na data combinada ligue e justifique, isso demonstra responsabilidade.

2. Não seguir as regras da candidatura – Currículo não é o lugar ideal para soltar a criatividade. Avalie o perfil da vaga e assegure ter as experiências exigidas pela vaga. Geralmente, o recrutador mostrará os caminhos para se candidatar com o exato propósito de avaliar se o candidato pode seguir as regras dadas. Um pequeno erro na compreensão do processo pode ser fator de eliminação.

3. Procure conhecer bem a cultura da empresa onde deseja trabalhar – Da próxima vez que for participar de um processo seletivo, procure saber não só a respeito das marcas, dos produtos ou dos serviços da empresa, mas também de fatores como cultura, valores e visão da organização. Conversar com alguém que trabalha ou já atuou na organização também é ótima fonte para saber mais detalhes sobre como é o ambiente na prática.

4. Um endereço de e-mail nada profissional – Pode parecer banal, mas quando um recrutador tem que digitar o e-mail “gatinhagostosa@xxx.com.br”, ele vai fazer julgamentos sobre você e sua personalidade. Hoje, é muito fácil criar um novo e-mail gratuito, mais profissional e sério. Você pode usá-lo apenas para buscar emprego, só não se esqueça de checá-lo para ver as respostas e se comunicar.

5. Erros gramaticais e de ortografia – Em tempo de computadores e corretores ortográficos, não há desculpa para erros de português em um currículo. Deixá-los à mostra evidencia uma clara falta de atenção aos detalhes. Assegure-se de checar todas as palavras e também a gramática. Se você está preenchendo um formulário, considere responder em um editor de texto, revisar, e só depois, copiar e colar. Quando necessário, mande revisar seu currículo por alguém profissional.

6. Cuidados com as mídias sociais – Hoje as mídias sociais são importantes fontes de informação, principalmente para as empresas que buscam dados das concorrentes e fazem ações de marketing. As redes sociais também acabam sendo utilizadas por alguns RHs para conferir como é a dinâmica da vida pessoal dos candidatos às vagas de emprego ou até mesmo dos funcionários. Por essa razão, muito cuidado com o que vai postar.

7. Marketing Pessoal – Em pleno século 21, é incrível como as pessoas estão, cada vez mais, preocupadas apenas com a embalagem e se esquecem do conteúdo. O marketing pessoal pode ser definido como uma estratégia individual para atrair e desenvolver contatos e relacionamentos interessantes, bem como para dar visibilidade às características, às habilidades e às competências relevantes na perspectiva da aceitação e do reconhecimento por parte de quem contrata ou auxilia na contratação.

8. Amplie seu Networking – Se você está procurando por um trabalho, é essencial que você tenha uma network ampla que poderá ajudar você a conquistá-lo. É fundamental estabelecer uma rede de relacionamentos com um grupo de pessoas que poderão exercer influência positiva em sua carreira. Atualmente, não basta apenas sermos competentes, é essencial que saibamos manter a nossa empregabilidade. Uma das ferramentas mais eficazes para isso é a network que, aliás, é mais do que uma ferramenta, é um hábito que bem desenvolvido poderá ajudá-lo.

A entrevista de emprego é, muitas vezes, o momento mais tenso de um processo seletivo. Nela o candidato tem que mostrar não só que tem qualificação adequada para o cargo, como também que é o perfil procurado pelo examinador.

A maior dificuldade que os novos profissionais encontram para se engajar no mercado de trabalho é um histórico de experiência comprovada em seu currículo, por não possuírem essa bagagem profissional acabam estagnando-se no mundo dos concursos. Com isso cresce o desemprego, aumenta-se a competitividade em cursos, concursos etc. É difícil entender como pessoas com admirável capacitação, qualificações e conhecimentos ficam tanto tempo em busca de emprego.

O reconhecimento é fundamental para diferenciar e situar um individuo no contexto social em que vive, e determina, em grande parte, a maneira como ele estará posicionado para o sucesso profissional e pessoal. O modelo de sociedade em que vivemos dita os padrões de competitividade extremamente elevados em praticamente todas as áreas. Por isso é preciso utilizar todo o marketing pessoal possível, as redes de contato: Twiter, Facebook, blogs, empresas de recrutamento e seleção online, possuir um bom networking e acima de tudo ser determinado e persistente.

No mundo competitivo em que se vive, é grande a importância de um diferencial na atuação dos profissionais. A trajetória pessoal e profissional sempre foi e continuará sendo, um patrimônio individual a ser administrado com rigor e competência. O profissional deve construir uma marca pessoal no universo onde atua, sendo essa a sua principal ferramenta para se posicionar diante dos desafios. A inércia, nos dias de hoje, custa muito caro em termos de carreira profissional e pode afetar inclusive as atividades do seu dia a dia.

Ter conteúdo intelectual, não é ser careta, fora de moda. Nos dias de hoje, ser uma pessoa com conteúdo, conhecimento são fatores que nos ajudam a ganhar o pão de cada dia. Cabe assim, aos profissionais de forma geral buscarem se qualificar e terem seu diferencial competitivo, ficando ainda de olho nas novas tendências do mercado e se antecipando-se para que possam, desta forma, terem chances reais de conquistarem o tão almejado emprego dos sonhos e ainda mais importante poderem continuar no emprego, isto porque o processo de qualificação e desenvolvimento deve ser continuo.

Importante que seja compreendido que as nossas qualificações, experiências e conhecimentos são intrínsecos e que nenhuma empresa poderá se apoderar deles. Por essa razão ouço muitos profissionais falarem: “Pra que vou me qualificar, falar outro idioma, fazer uma pós se não há oportunidades por aqui?”. E sempre respondo que precisamos nos preparar para o mercado de maneira global, pois nunca sabemos quando pode surgir uma grande oportunidade de poder trabalhar em outra cidade, estado, região ou mesmo em outro país. Fica a dica!

 

Fonte: Flavio de Burgos Ribeirto – Rh.com.br

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