A CAMPANHA PELO FIM DO RH

fim do rhRAM CHARAN JUNTA-SE AO CORO DOS QUE DEFENDEM A EXTINÇÃO DO DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS DAS EMPRESAS

Em artigo na Harvard Business Review, o guru da gestão empresarial Ram Charan junta-se ao coro dos que defendem a extinção do departamento de recursos humanos das empresas. A ideia é que o RH clássico engessa a inovação e emperra os negócios com processos ineficientes.

A empresa de paisagismo Ruppert Landscape nunca teve um departamento de RH em seus 11 anos de vida. Os gestores precisam cuidar dos contratos, da busca de talentos e da supervisão dos serviços oferecidos aos clientes. A direção da empresa calcula que as tarefas de RH tomem apenas 5% do tempo. Mas alguns empregados ouvidos pelo Wall Street Journal dizem sentir falta do departamento quando precisam de treinamento, mediação de conflitos ou alguém para resolver problemas de pagamento.

A rede de restaurantes Outback pagou caro por não ter uma divisão de RH, quando o governo americano a processou por discriminação sexual: teve de fazer um acordo judicial de US$ 19 milhões e foi obrigada a criar seu RH em 2009. Mesmo com um precedente desses, as reformas na área são uma tendência. Graças também ao surgimento de softwares que automatizam ou terceirizam funções da área, o setor de RH passa por transformações.

Para Charan, os departamentos de RH são ocupados hoje por funcionários generalistas que não contribuem com os objetivos globais das empresas. Segundo ele, as exceções são executivos que já ocuparam cargos em outras áreas. Por isso, sua sugestão é eliminar a posição de executivo de RH e criar duas vertentes. Uma de administração, que cuidaria da gestão de salários e benefícios, subordinada ao executivo financeiro. A outra vertente seria de organização e liderança, que cuidaria de desenvolvimento de habilidades e se reportaria diretamente ao executivo-chefe. Passariam por este setor os melhores talentos de todas as áreas – o que transformaria a atual instância burocrática em estágio de ascensão profissional.

Fonte: Época Negócios

Nota do Editor: Que assunto polêmico, não? Logicamente penso que as organizações sobretudo no Brasil não têm o menor preparo e condições de tocar suas operações sem o precioso apoio dos Rh’s. Porém a observação de Charan de que os cargos hoje são ocupados por “Generalistas” que não contribuem com os objetivos da empresa é extremamente valiosa. Sabemos que as companhias optam por esses profissionais “multi-funções” para economizar custos com pessoal, mas como o Ram Charan saliente, perde-se a essência do RH com a ausência de especialistas em Gestão de Pessoas.

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