Especialista explica como programas de imunização ajudam a reduzir absenteísmo, presenteísmo e custos relacionados à saúde dos colaboradores

A gripe costuma ser encarada como um problema passageiro. Mas, para as empresas, ela representa muito mais do que alguns dias de afastamento. A cada temporada de doenças respiratórias, organizações de todos os portes convivem com aumento do absenteísmo, queda de produtividade, sobrecarga das equipes e crescimento das despesas com consultas, exames e internações.

Esse cenário tem levado empresas a incorporar a vacinação corporativa às suas estratégias de promoção da saúde e qualidade de vida, transformando a imunização em um benefício que protege os colaboradores e também gera ganhos para o negócio.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a influenza provoca cerca de 1 bilhão de casos por ano em todo o mundo, dos quais entre 3 milhões e 5 milhões evoluem para quadros graves, resultando em centenas de milhares de mortes anuais. Embora muitas pessoas se recuperem em poucos dias, o impacto econômico da doença é significativo, especialmente nos ambientes de trabalho.

“No ambiente corporativo, uma única pessoa gripada pode desencadear uma cadeia de transmissão que compromete toda uma equipe. Além dos afastamentos, existe a perda de produtividade causada pelos colaboradores que continuam trabalhando mesmo doentes, o chamado presenteísmo, que muitas vezes gera um impacto ainda maior para a empresa”, afirma o médico André Luiz Silvafundador da Previmune, rede especializada em vacinação.

O custo invisível da gripe

Enquanto o absenteísmo é facilmente mensurado pelos dias perdidos de trabalho, o presenteísmo ainda passa despercebido em muitas organizações.

O termo descreve a situação em que o colaborador comparece ao trabalho, mas não produz da mesma maneira. Isso acontece, por exemplo, quando alguém vai trabalhar mesmo doente e apresenta redução significativa de produtividade, com maior probabilidade de erros, e ainda aumenta o risco de transmissão de vírus para colegas.

“Muitas empresas ainda calculam apenas o custo do funcionário que falta ao trabalho. Mas existe um impacto, menos mensurável, provocado por quem permanece na empresa sem condições ideais de saúde. Em períodos de circulação intensa de vírus respiratórios, isso pode comprometer equipes inteiras”, comenta André Luiz Silva.

Vacinação passa a ser estratégia

Nesse sentido, a vacinação corporativa pode trazer ganhos tanto para os indivíduos quanto para as empresas, ao deixar de ser uma ação pontual durante as campanhas contra gripe para se tornar parte das políticas permanentes de promoção da saúde.

Além de proteger os trabalhadores, programas de imunização ajudam a reduzir afastamentos, minimizar a circulação de vírus no ambiente corporativo e evitar custos relacionados a atendimentos médicos e hospitalizações.

Um estudo realizado com mais de 4 mil trabalhadores no Brasil mostrou que campanhas de vacinação contra influenza no ambiente de trabalho reduzem o número de casos da doença e apresentam retorno econômico positivo para os empregadores, principalmente em períodos de maior circulação de vírus respiratórios.

“Quando a empresa investe em prevenção, ela demonstra cuidado com as pessoas e fortalece uma cultura organizacional voltada ao bem-estar. Isso tem reflexos na produtividade, no engajamento e até na percepção que os colaboradores têm da organização”, afirma o especialista.

Saúde preventiva fortalece a experiência do colaborador

Assim como programas de saúde mental, incentivo à atividade física e acompanhamento nutricional, a imunização passa a integrar um conjunto de benefícios voltados à promoção da saúde integral.

Para André Luiz Silva, essa mudança acompanha uma transformação mais ampla no papel das empresas.

“As organizações perceberam que investir em prevenção custa muito menos do que lidar com as consequências do adoecimento. Além do impacto financeiro, colaboradores que se sentem cuidados tendem a desenvolver maior vínculo com a empresa e a perceber que seu bem-estar realmente importa.”

Vacinação pode integrar programas de saúde ocupacional

Embora a vacinação não seja obrigatória para todas as empresas, ela pode fazer parte das ações previstas pelo Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), regulamentado pela Norma Regulamentadora nº 7 (NR-7) do Ministério do Trabalho, especialmente em atividades com maior risco de exposição a agentes biológicos.

Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) mantém um calendário específico de vacinação ocupacional, com recomendações que variam de acordo com a atividade profissional exercida.

Entre as principais vacinas indicadas para trabalhadores estão:

  • Influenza;
  • Hepatite B;
  • Dupla adulto (difteria e tétano);
  • Tríplice viral;
  • Covid-19;
  • Febre amarela, quando indicada;
  • Outras vacinas específicas conforme os riscos ocupacionais.

“A saúde preventiva é um investimento estratégico”, afirma o médico André Luiz Silva. “Empresas que estimulam a vacinação protegem seus colaboradores, reduzem os impactos das doenças sobre a operação e contribuem para ambientes de trabalho mais seguros e produtivos. A vacinação não beneficia apenas quem recebe a dose; ela fortalece toda a organização.”

Sobre a Previmune

A Previmune é uma rede especializada em vacinação que atua na promoção da saúde por meio da imunização em todas as fases da vida. Além do atendimento em clínicas, a empresa desenvolve programas de vacinação corporativa, levando equipes especializadas até as empresas para facilitar o acesso dos colaboradores às vacinas recomendadas e contribuir para a redução do absenteísmo, do presenteísmo e dos impactos das doenças imunopreveníveis no ambiente de trabalho. Recentemente, a Previmune passou a integrar o grupo FarMelhor.