3 Técnicas Para Tornar Os Treinamentos Mais Envolventes E Atrativos

empresas preocupadas em oferecer condições para aprendizagem e crescimento profissional – também em termos acadêmicos – se tornam muito mais atrativasMuitos profissionais exercem funções que não gostam de executar.

E o panorama não apresenta melhora à medida que boa parte dos treinamentos é repetitivo, monótono e, por consequência, deixa o colaborador ainda mais desestimulado e desinteressado, o que impacta diretamente em sua produtividade.

De acordo com uma pesquisa recente da Isma Brasil (International Stress Management Association), 40% dos trabalhadores estão insatisfeitos com o seu cargo atual e 64% gostariam de trocar de emprego. Além disso, no ano passado o Ministério do Trabalho divulgou uma alarmante estatística: entre 2012 e 2016, 79% da população se afastou do trabalho por conta de doenças psicológicas. A instituição indica que a principal responsável por estes casos é a depressão (30,67%), seguida pela ansiedade (17,9%).

Até pouco tempo atrás, o treinamento privilegiava os processos em vez das pessoas. O modelo de aprendizagem de horas após o expediente, com o objetivo de transmitir informações obrigatórias (como, por exemplo, de Legislação) não é mais atraente para a realidade atual.

Ao entrar em contato com as habilidades que todo o trabalhador deve ter em 2020, é preciso abrir a mente para a urgência de sair de uma entrega padrão para uma atividade organizacional customizada. Em outras palavras, no ambiente de negócios do futuro (do presente, para muitas companhias) nem tudo se resume a boas soluções tecnológicas: é evidente a necessidade de valorizar competências comportamentais (soft skills) tais como pensamento crítico, criatividade e inteligência emocional.

Para mudar este cenário e transformar os métodos de treinamento/capacitação mais envolventes e atrativos para os profissionais, apresento três técnicas inovadoras que permitem a interação e o envolvimento dos funcionários nos processos de treinamentos. Saiba como são:

Trahentem: Solução de aprendizagem coletiva com foco em inteligência emocional, interação, escuta ativa, flexibilidade cognitiva e desenvolvimento de competências alinhadas às demandas contemporâneas do ambiente de negócios. Para se ter ideia, o Trahentem atraiu até executivos estratégicos que, normalmente, nem sentariam para falar sobre treinamento.

Na prática, o Trahentem ajuda designers instrucionais (experientes ou iniciantes) na identificação clara das necessidades de aprendizagem e guia-os rumo à descoberta de caminhos ágeis e seguros que os levem à construção de treinamentos corporativos simples e assertivos. A metodologia funciona tanto presencialmente quanto virtualmente através do site canvastrahentem.com.

Para garantir que o processo de aprendizagem esteja centrado nos participantes, e não no conteúdo em si ou na performance do instrutor, são utilizados três canvas distintos: DI-Empatia (identificação das necessidades), DI-Tarefas (definição de conteúdo e atividades) e DI-Ropes (alinhamento e aceleração da criação das soluções de aprendizagem).

Não por acaso, Flora Alves, especialista em aprendizagem corporativa no Brasil e idealizadora do Trahentem (autora dos best-sellers Gamification e Design de Aprendizagem com uso de Canvas, que estão na lista dos mais vendidos pela Amazon), foi convidada a orientar todo o desenho do projeto SESI/SC. Paralelamente a esse trabalho, houve a aproximação com o movimento Santa Catarina Moda e Cultura (SCMC), que convidou 11 empresas para participar ativamente do reposicionamento das ações de educação do SESI/SC. Essas companhias estavam em busca justamente de ações que priorizassem o desenvolvimento das pessoas e a inovação.

Surgiu, assim, a iniciativa “Embarque Imediato”, construída sobre os pilares de personalização, estratégias de aprendizagem, transferência de conhecimento e evidência dos resultados. O primeiro passo foi realizar um estudo de todos os negócios, em conjunto com as altas lideranças, para entender os cenários das companhias.

Em seguida, a ação estabeleceu a média-liderança como público-alvo e selecionou três líderes de cada organização para participar das etapas “Líder com visão de negócio” e “Líder como gestor de pessoas”. As trilhas de aprendizagem foram apresentadas em encontros mensais e visavam ampliar as habilidades de visão sistêmica, escuta ativa, feedback e relações interpessoais. Por fim, a alta liderança das empresas foi convidada a exercer os papéis de patrocinadores da ação, a fim de apoiar os participantes, validar as ações e aumentar o engajamento.

– Spin Design: Em levantamentos recentes, a companhia americana 3M identificou que os conteúdos visuais são 60.000 vezes mais rápidos de serem processados pelo cérebro humano. Já a Cisco Systems revelou que 70% do tráfego mundial em dados móveis, até 2020, será de vídeos.

E é isso que faz a Spin. Atua com narrativa sequencial, com recursos audiovisuais que se apropriam de drama, ação ou comédia para despertar as emoções do público. É o chamado storytelling.

Mas é possível ir além e enriquecer o storytelling com conceitos de visual thinking, uma vez que a maior parte das pessoas tem a tendência a absorver muito mais informações quando em contato com recursos visuais. A prática é nomeada visual storytelling.

Ao trazer elementos visuais como vídeos, ilustrações, jogos e gráficos, o poder da narrativa é intensificado, pois a linguagem visual exige menos do cérebro humano do que os demais sentidos na hora de consumir novas informações. Portanto, o ato de estimular os gatilhos mentais dos colaboradores, por exemplo, é simplificado.

Renato Gangoni, CEO da Spin Design, desenvolveu cinco premissas para trabalhar o visual storytelling na empresa:

– Apresente pessoas: pessoas se identificam com pessoas, e não com empresas. Então, não conte a história do negócio, mas sim das pessoas que estão por trás dele.

– Revele o que você costuma esconder: ao trabalhar com linguagem visual, uma escolha assertiva é mostrar ao cliente o que a companhia tende a esconder diariamente. Ou seja, revele os bastidores através dos olhares dos funcionários para criar empatia.

– Tenha objetividade: excessos costumam não ser bem-vindos e a regra é válida para conteúdos visuais de storytelling. É necessário manter o foco para ter objetividade na mensagem a ser transmitida porque muitos detalhes resultam na perda de atenção do consumidor.

– Incentive a integração sensorial: uma boa comunicação via linguagem visual deve ter a atenção voltada para a visão em alinhamento com os demais sentidos. Portanto, dê prioridade para elementos visuais com diferentes texturas, brinque com as perspectivas da foto ao realçar detalhes micro e macro, e gere o interesse do público com um recorte de imagem encantador.

– Defina a melhor plataforma: na comunicação visual cada plataforma apresenta um melhor desempenho em determinada situação. Por exemplo, em casos onde muitas informações precisam ser transmitidas, a saída são os modelos mentais visuais (infográficos). Ao estruturar com clareza os dados, estes recursos facilitam a assimilação.

– Programa Acelerador Empresarial: Como diretor-executivo, Marcus Marques, especialista em gestão e aceleração empresarial, ajudou a fazer do IBC (Instituto Brasileiro de Coaching) a maior escola de desenvolvimento humano do país. Agora, tem ajudado centenas de pequenos e médios empresários a obter resultados extraordinários em suas áreas de atuação.

Com o sucesso do IBC, muitos empreendedores e empresários ficaram curiosos e interessados em suas estratégias. “Resolvi documentar tudo, consolidar esse conteúdo em uma série de workshops e compartilhar esse conhecimento para ajudar outros negócios a alcançarem resultados consistentes também”, conta Marcus.

Foi assim que nasceu o Programa Acelerador Empresarial, que já ajudou donos de empresas de todos os tipos: indústrias, lojas, escritórios de advocacia, faculdades, agências de marketing, produtoras de vídeo, empresas de eventos, consultorias de treinamento, de investimento, academias, restaurantes e até padarias.

O Programa, que envolve um conjunto de habilidades e ferramentas, segue as premissas: Processos (Gestão) + Pessoas (Liderança) = Resultados (Cultura). Para Marcus Marques, quando uma empresa define suas diretrizes empresariais, seu propósito e valores, e os comunica com qualidade, permite que todos os seus funcionários compartilhem de algo maior do que suas atividades cotidianas.

Fonte: Rh para você

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