Emotivo ou racional? Como usar os pontos positivos de cada perfil para se dar bem no trabalho

Por Marcia Ramires – psicóloga, coach e fundadora da Viva Desenvolvimento HumanoO relacionamento interpessoal, muitas vezes, é um assunto delicado no ambiente de trabalho. Afinal, a convivência com pessoas diferentes é um desafio, exige jogo de cintura, empatia e sabedoria para uma rotina harmoniosa e produtiva.

Geralmente, os perfis mais comuns são de pessoas racionais e emotivas. Aquelas comandadas pelo lado esquerdo do cérebro são as racionais, ou seja, mais lógicas, matemáticas, lineares, realistas e analíticas. Já as pessoas com predomínio do hemisfério direito são as emocionais, mais criativas, intuitivas, artísticas e com o sentir apurado.

Ambos os perfis possuem pontos positivos e negativos e ter conhecimento deles pode ajudar nos relacionamentos e, também, na gestão de talentos. Imagine, por exemplo, um profissional racional em momentos de pressão e conflito. Ele recebe a informação de maneira mais factual e imparcial, sem achar que se trata de algo pessoal, vai buscar a solução do problema. Além disso, esses indivíduos têm boa habilidade de dedução lógica, são observadoras de fatos e não de pessoas. Querem entender a lógica de tudo, gostam de debater sempre com argumentos técnicos e reais.

Por outro lado, em conflitos que envolvem pessoas, os racionais tendem a buscar soluções racionais, quando, na verdade, é necessário entender o profissional em si e suas individualidades.

Já os mais emocionais costumam analisar os cenários com mais sensibilidade, veem além de dados e fatos. Essa empatia ajuda na percepção da necessidade e do sentimento do outro. Nesse sentido, sua inclinação mais criativa e intuitiva também pode ser um diferencial. Ademais, a tomada de decisão costuma ser mais rápida, pois as emoções funcionam como mecanismo automático orientativo, uma vez as decisões são relacionadas a experiências do passado e o cérebro faz relações com o presente, diferente do racional, que busca dados lógicos a todo momento.

Porém, uma desvantagem é quando a pessoa emocional se desestabiliza com frequência, chora por qualquer coisa, leva tudo para o lado pessoal e se ofende com facilidade. Nesse caso, a parte emocional em demasia é algo que estabelece uma necessidade de desenvolvimento, quando isso ultrapassa a linha do que seria normal, é necessário ser trabalhado.

Um bom termômetro é, por exemplo, ao se deparar com uma abordagem mais firme do gestor. Se isso for motivo para chorar dia e noite, talvez seja o sinal de que é necessário entender o motivo dessa sensibilidade em excesso.

Equilíbrio e autoconhecimento são fundamentais

Para uma boa convivência no ambiente de trabalho, o equilíbrio é harmonizar emoção e razão. O primeiro passo é identificar qual o seu perfil e, com isso, gerar autopercepção dos pontos negativos e positivos. A segunda etapa é praticar a empatia, buscar entender o funcionamento dos dois perfis, se colocar no lugar do outro.

Os racionais devem se permitir sentir mais e os emocionais precisam buscar motivos racionais na vida. Pensar na situação e desenvolver a capacidade de análise para expandir a visão sistêmica e se permitir refletir antes de agir. Por isso, é de suma importância o desenvolvimento da inteligência emocional.

Conhecer para liderar

Diante dessa diversidade de perfis, as equipes e os gestores precisam se entender e se adaptar. A responsabilidade é das duas partes. Por isso, o autoconhecimento é tão importante.

Os gestores não podem impor sua forma de trabalhar sem levar em conta a individualidade de cada um do time. Muitas vezes, vi gestores tentar modelar seus colaboradores a agirem iguais a ele, sem levar em conta a história de vida, os valores e as características de cada um. O que acaba por ocasionar desmotivação e baixa performance. O líder deve buscar entender o perfil da sua equipe, assim como o seu.

Além disso, o gestor é como um maestro e precisa saber aproveitar as potencialidades de cada perfil, a fim de harmonizar os relacionamentos e, consequentemente, os resultados.

 

Por Marcia Ramires – psicóloga, coach e fundadora da Viva Desenvolvimento Humano

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