Novos modelos de trabalho e negócio reforçam busca por coworking

Negócios de coworking movimentam 82 milhões de reais no Brasil e disponibilizam 56 000 estações de trabalho (vm/Getty Images)

Compartilhamento de espaço é solução para demandas de empresas e profissionais por mais flexibilidade

Coworking não é mais uma tendência. É realidade. Com o surgimento de novos modelos de negócios e mudanças nas relações trabalhistas, empresas e profissionais passaram a buscar o modelo de compartilhamento de espaço de trabalho como solução para suas necessidades. Segundo o último censo realizado pelo Coworking Brasil, projeto que reúne informações do setor, existem atualmente 810 espaços do tipo no país, um aumento de 114% em relação a 2016. Ao todo, são 56 000 estações de trabalho que movimentam 82 milhões de reais.

Entre as vantagens desse formato estão infraestrutura disponível, comodidade e custo. Além de pegar mais leve no orçamento da empresa, o ambiente propicia a troca de ideias, contatos e até novos negócios. Para Tiago Alves, CEO do Spaces/Regus Brasil, rede de escritórios compartilhados, a procura principal é por flexibilidade. “Não é preciso mais investir numa estrutura. A empresa pode crescer e diminuir sem ficar amarrada aos moldes tradicionais”, afirma.

Isso acaba facilitando o início de muitos negócios, segundo o executivo. Num escritório tradicional, o novo empreendedor teria de buscar um local próprio, ter garantias para alugar, se amarrar num contrato de três anos e ter capital. “Ele compra um risco grande quando empreende no modo tradicional. Já no coworking, os contratos são flexíveis, com um escritório já montado e serviços de pay per use (pague o que usar, em inglês)”, diz Alves. Ainda de acordo com o executivo, esses mesmos benefícios também criam condições mais favoráveis para a chegada de escritórios de empresas internacionais ao Brasil.

Oportunidades

Com a recente aprovação da reforma trabalhista, o coworking também tende a ser um formato que resolve as novas necessidades de configuração de espaço. Como agora uma empresa pode contratar um funcionário por apenas um período de 15 horas no total, por exemplo, em um escritório tradicional seria necessário pagar o aluguel de mês inteiro para esse profissional poder trabalhar. “Não faz sentido alugar nesse caso, mas as redes de compartilhamento de espaço podem apoiar as empresas que estão buscando essas possibilidades”, aposta Alves.

Do ponto de vista de quem trabalha em um espaço compartilhado, a chance de ampliar a rede de contatos e integrar uma comunidade de negócios é importante fator de atração. Pesquisa global do Spaces ouviu 20 000 trabalhadores do segmento corporativo em todo o mundo, sendo 900 deles no Brasil. Por aqui, 13% dos respondentes escolheram trabalhar em coworking. Na média mundial, apenas 7%. Além disso, para 57% dos brasileiros, espaços compartilhados são a chave para networking e socialização. E para 56%, esse tipo de ambiente ajuda a manter a produtividade.

Alves diz que os membros do Spaces Brasil, por exemplo, têm acesso a um clube de negócios que oferece palestras, debates e eventos gratuitos. A rede de compartilhamento de espaços, que tem 61 centros pelo mundo, inaugurou sua primeira unidade no Brasil em junho, na Vila Madalena, em São Paulo. O conceito do ambiente é pensado para incentivar o networking e atender às diversas demandas das empresas ao longo do dia. Os membros têm à sua disposição um prédio inteiro com ambientes variados, como estações de trabalho, sofás, cabines ou cafés. “Hoje você pode trabalhar num rooftop (topo do prédio, em inglês), com um fone de ouvido, de frente para o bairro Jardim Europa.”

Ainda este ano, a rede inaugurará mais uma unidade no bairro Vila Olímpia, em São Paulo. “O sucesso de lançamento e ocupação da primeira unidade nos fez reconsiderar os planos de maneira mais agressiva. Abriremos o da Vila Olímpia no dia 20 de dezembro e, no primeiro semestre de 2018, teremos uma unidade na Avenida Berrini, no Brooklin Novo. Além disso, já estamos negociando outras três na região da Paulista e dos Jardins, todos bairros da capital paulista, e pelo menos mais duas unidades na cidade do Rio de Janeiro.”

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