4 aspectos que motivam os conflitos nas empresas

Atualmente, é costumeiro observar que os colaboradores nas empresas estão cada vez mais focados em cumprir suas próprias demandas, esquecendo que fazem parte de um organismo interdependente onde suas ações reverberam nas rotinas e atividades dos outros e vice-versa. É nesse momento que o restante da equipe passa a não se sentir pertencente a um projeto maior, iniciando-se assim os conflitos.

No entanto, quando se vê nessa posição, é natural que o ser humano se sinta desafiado e tenha maior rendimento. Pensando por essa perspectiva, o conflito não é um fato totalmente ruim. Porém, é muito mais fácil cuidar para que essas complicações não cheguem a acontecer do que ter que remediá-las. Por isso, indico aqui três situações delicadas e como lidar com elas:

Falta de alinhamento nas expectativas: perguntar recorrentemente o que as pessoas esperam de você, do projeto pelo qual é responsável ou de uma ação específica ajuda a se criar um momento em que as partes podem antecipar situações e desejos que normalmente achariam óbvio, mas que na maioria das vezes não é.

Inexistência de vínculos afetivos com a equipe: cumprimentar as pessoas ao chegar e ao sair, falar por favor e obrigado, se desculpar quando necessário, pedir licença são apenas alguns exemplos de gentileza. São todos aqueles simples aprendizados que tivemos na primeira infância, mas que por vezes ignoramos e que fazem toda a diferença.

Feedbacks negativos e indelicados: antes de dizer o que acha do trabalho de algum funcionário, é importante verificar a maneira mais eficiente de demonstrar sua intenção. Tente mostrar o seu propósito de contribuir para o desenvolvimento de quem irá recebê-lo e apresentar o quanto os pontos positivos são reconhecidos antes mesmo de apontar o que desagrada. Faça uma lista que tenha pelo menos uma qualidade da pessoa para iniciar a conversa e uma característica que endosse o motivo de você confiar na capacidade de melhoria dela.

Canais de conversa fechados: a atenção e a percepção sobre as necessidades das pessoas são fatores fundamentais para o melhor entendimento. Ao escutar ativamente é possível identificar problemas e agir preventivamente a fim de evitar o desgaste que seria gerado se os envolvidos ficassem indiferentes.

Por Alessandra Canuto, especialista em gestão estratégica de conflitos e negociação.

 

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