Apenas dinheiro não “segura” colaboradores

motivaçaoEm tempos de alta competitividade no mundo corporativo, com concorrência acirrada, fortes pressões de clientes cada vez mais conscientes de seus direitos, exigência pela atuação em ações com responsabilidade social e escassez de mão de obra qualificada, as organizações que atuam hoje no Brasil se veem diante de desafios complexos. Já temos a certeza de que apenas pessoas engajadas e com as competências adequadas, organizadas em times de alta performance, que atuam em sinergia multidisciplinarmente e complementando suas habilidades, serão capazes de levar as companhias aos resultados desejados, sem deixar de lado a satisfação dos clientes e dos retornos à sociedade e aos acionistas.

Eis o desafio: como engajar os colaboradores; como transformar as organizações em um lugar onde se deseja estar e atuar em cenário tão desafiador; e de que forma motivar os colaboradores? Estas são as perguntas complexas que rondam os pensamentos de gestores do País. Porém, o paradigma da liderança é entender quais atributos externos oferecidos aos colaboradores são capazes de motivá-los e engajá-los. Dinheiro? Bônus? Flexibilidade de horário? O que posso dar para em troca enquanto exijo seu empenho e motivação?

Enquanto a busca for neste paradigma, nada mudará. Tanto as novas gerações que chegam hoje ao mercado de trabalho, quanto as anteriores, oriundas dos modelos de gestão do século XX, não querem mais nada disso. Não estou querendo dizer que os benefícios citados deixaram de ser importantes, mas sim que eles tornaram-se mais do mesmo. Você deve estar se perguntando: “o que anseiam os novos colaboradores da Era do Conhecimento?”; “como fazê-los “vestir a camisa” da organização?”.

O primeiro passo é entender que o que retém e motiva não é algo que se dá, mas sim o que se compartilha verdadeiramente. A forma de ser da liderança e os modelos de gerir os negócios precisarão ser mudados. Para liderar, é preciso viver uma nova forma de ser e ver a contribuição de cada colaborador. Não é uma técnica que aprendo. É um novo olhar. Olhar que soma e multiplica para dividir igualmente. Preciso rever minhas crenças. Os modelos de administração precisam pensar as organizações como de todos, de modo mais compartilhado: estruturar projetos em times auto gerenciáveis que buscam uma causa que tenha retorno à todos e não só o lucro dos acionistas; mais humana, mais igualitária… Não é algo que dou, é algo que sou!

Complexo? Não! Pelo contrário. É muito simples. Olhe o exemplo dos trabalhos voluntários. As pessoas estão ali por uma causa maior, acima de benefícios financeiros, por exemplo. Participam porque querem contribuir, ser úteis e compartilhar afeto. No mundo corporativo, elas também buscam exercitar outros papéis da vida, sem se sentirem apenas um recurso da empresa. Os colaboradores de hoje querem aprender, ser ouvidos valorizados, tratados de forma justa e respeitosa, ter feedback e efetivamente participar das ações importantes da companhia. Nesse contexto, os resultados são de todos, são visíveis, são compartilhados.

E os líderes, como atuam? Compartilhando, ouvindo, sendo próximos, inspirando, esclarecendo, ensinando… É isso! Se você já organizou uma festa para uma pessoa querida, reuniu um grupo para um mutirão solidário ou coordenou alguma ação escolar ou profissional com a participação de outros pares, certamente já sabe qual é o novo paradigma que move o engajamento. Então, mãos à obra!

 

Por Lucimar Delaroli, professora da Integração Escola de Negócios

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