Para atrair jovens, empresas precisam ser “curtidas” e oferecer horário alternativo

geraçao ySe uma empresa tem sua página curtida no Facebook por um jovem, isso pode representar um ótimo indicador para atração de novos talentos.

De acordo com levantamento da Page Personnel, uma das maiores empresas globais de recrutamento especializado de profissionais de suporte à gestão, parte do PageGroup, um em cada três candidatos levam em consideração, na hora de avaliar uma proposta de trabalho, se a companhia tem reputação positiva e oferece horário de trabalho flexível.

A geração Y tem valores diferentes. Para eles, não basta apenas ter um bom cargo e salário. Isso é importante também, mas não é tudo. Os jovens estão de olho nas empresas que procuram tornar o ambiente de trabalho mais agradável. Para eles, muitas vezes a vida corporativa e de trabalho formal parece pouco atrativa. Restrições de comportamento e horário, por exemplo, que condicionaram a vida de seus pais, soam ultrapassados”, explica Ricardo Haag, diretor da Page Personnel.

Para elaborar o estudo, a Page Personnel consultou, de junho a outubro de 2015, cerca de 2 mil profissionais de todo o Brasil para entender quais são suas reais impressões sobre o mercado de trabalho. Buscou saber como enxergam suas carreiras em termos de progressão, movimentação e a influência de seus empregadores no seu futuro.

De acordo com os respondentes, o plano de carreira bem estruturado é principal fator de atração para uma nova oportunidade (66%). Na sequência aparece o pacote de benefícios diversos, com 57% de aceitação. Já o horário de trabalho flexível é desejo de 37%. A reputação positiva da companhia, com 33%, é o quarto item mais importante da lista.

O levantamento da Page Personnel detectou que os maiores anseios dos candidatos para trocar de emprego estão relacionados ao plano de carreira e pacote de benefícios. “Propor um plano de carreira bem estruturado é disponibilizar a ajuda por parte da empresa, e abrir precedentes para esperar o máximo de rendimento do colaborador. Chances reais de promoção, a depender de uma boa performance, dão espaço para metas desafiadoras, arrojadas e podem ajudar muito o desenvolvimento da empresa e mais uma vez elevar a motivação das equipes”, sugere Haag.

Para 78% dos indivíduos consultados, as empresas em que atuam não têm um plano de carreira estruturado para o seu cargo. “Este número é reflexo direto das percepções destes profissionais sobre seu futuro dentro da organização e, principalmente, daquilo que lhes é comunicado quanto oportunidades de progressão e desenvolvimento. Ou seja, é correto afirmar então que 8 em cada 10 profissionais que ocupam cargos de suporte à gestão, hoje, não enxergam um possível plano de carreira a partir dos cargos que ocupam”, pondera o executivo.

Entre os 22% os respondentes que afirmar reconhecer um plano de carreira estruturado nas companhias que atuam, mais da metade trabalha em empresas multinacionais. “Isto mostra que as empresas nacionais ainda não otimizaram a maneira que comunicam a seu quadro de funcionários sobre os caminhos e oportunidades que podem ser seguidos internamente. Em consequência, acabam tendo menor apelo de atração frente ao mercado, e muitas vezes são postas como segunda opção no modelo de decisão de proposta sobre uma oportunidade”, completa.

“Para os cargos de suporte à gestão, os benefícios ainda são mais enxutos, mas ainda cada vez mais diversos. E quando falamos em atração de candidatos, ou nas empresas mais desejadas pelos candidatos para trabalhar, é claro que as organizações que têm a chance de ganhar mais benefícios têm maior preferência”, diz Haag.

Modelo de gestão da empresa também pesa na decisão do candidato

O estudo da Page Personnel também procurou conhecer outros fatores que podem impactar na escolha de um candidato na hora de trocar de emprego. Para metade dos respondentes, é importante ponderar essa decisão de acordo com o perfil de gestão da empresa, baseando-se nas metas e expectativas a serem atingidas versus o tempo que levaria para se adaptar a essa nova posição. Para 28%, é importante estudar o mercado antes de aceitar. Salários e benefícios mais atrativos que o candidato tem hoje influenciam na decisão de 12%. Os que precisam de tempo para pensar antes de tomar a decisão somam 8%. E 1% tende a aceitar a proposta, apesar da instabilidade da empresa ou recusar porque é mais seguro ficar na empresa em que trabalha hoje.

“Um salário e benefícios atrativos, ao final, não são razões suficientes para aceitar uma proposta. Os candidatos, em geral, têm estado mais cautelosos e o modelo de gestão da empresa, se incompatível com o ideal para um profissional, pode ser uma ruptura no processo de seleção. Os candidatos pesquisam, ponderam e alinham expectativas antes de aceitar a proposta. Isto acontece principalmente por medo da movimentação, dos cortes, de não atingir metas e trocar uma opção segura por algo que pode lhe trazer prejuízo. Em um cenário de extrema insegurança econômica, como o instaurado em 2015, se movimentar pode parecer arriscado”, finaliza o diretor.

 
FONTE: Conteúdo Comunicação

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