Tema que tenho debatido ultimamente colegas da área, os Processos de Demissão nas empresas muitas vezes são negligenciados, todavia eles têm um caráter social e de prevenção trabalhista muito fortes, há polêmica porém, sobre a forma o qual eles devem ser conduzidos.
Demitir é tarefa do Gestor, não do RH. Quem contrata e avalia deve desligar, mesmo que a decisão tenha sido imposta por fatores externos, como ordens da matriz por exemplo. Como disse nesse domingo do caderno “Gestão de Pessoas” do Estado de SP José Augusto Minarelli: “É o ônus da função” , Minarelli apresentou palestra sobre como conduzir os processos de demissão na ABRH – SP.
De acordo com seu ponto de vista, o desligamento de colaboradores é um assunto que nem sempre consta dos programas de desenvolvimento de lideranças, por isso as empresas optam por consultores externos para ajudá-las nesse processo. Aliás, processo que, se mal conduzido, provoca, no mínimo, constrangimentos e ressentimentos, mas pode ainda ter consequências mais graves: afetar a imagem e os negócios da empresa, aumentar os riscos de reclamações trabalhistas, protestos, vinganças e retaliações comerciais e gerar mal-estar e insegurança em quem permanece.
Eu mesmo posso afirmar por experiências, o jeito de o Gestor demitir faz muita diferença, ele precisa conhecer e seguir todos os procedimentos de demissão da empresa, que devem ser estabelecidos pelo RH e saber o que dizer, o RH pode ajudar muito para que a comunicação seja clara e direta.
Também é importante explicar o critério de escolha e o motivo, deixando claro que é uma decisão sem retorno e estar preparado para responder a perguntas e administrar relações, colocando-se à disposição para ajudar de alguma forma. Mesmo aquele Gestor que não conta com uma estrutura de apoio e suporte para conduzir o processo pode adotar a postura de tratar o demitido do jeito que gostaria de ser tratado, se estivesse no lugar dele (Empatia meus leitores! Característica fundamental para profissionais de RH e Gestores!), colocar-se no lugar do outro, daí o aspecto social do nosso trabalho como profissionais de RH, a demissão machuca, deprime o colaborador desligado, mas é parte da relação que se constrói quando iniciarmos a trabalhar para uma organização, portanto atente-se para criar programas e rotinas mais solidárias possíveis.

Otima matéria, isso prova a importância do gestor de recursos humanos dentro da organização.
Realmente Jessy, agradecemos a sua participação e comentário!
Muito interessante e boa sua matéria. Vou fazer um pequeno trabalho sobre alguns temas propostos e escolhi sobre demissões, algo que é ainda um tabu. O colocar-se no lugar do outro é ainda difícil neste aspecto de demissão. Há pontos chaves que tenho absoluta certeza poucos chefes fazem, a sua parte como líder, em ajustar, incentivar, promover treinamento para o que ele quer, e só então, depois disto, se o colaborador realmente nao retribuir cabe a demissão. O que temos visto é a vergonha em termos de demissões em muitas empresas. Troca-se profissionais por estagiários a fim de cortar custos, de maneira cruel corta-se pessoas que deram o sangue em empresas familiares, e depois que os filhinhos devido a um MBA no exterior chegam com ideias NOVAS e acham que remover tudo que é VELHO é cortar CUSTOS. Absurdo. Tenho amigos profissionais excelentes e passaram por isto. Então há uma grande falta da simples consideração por pessoas que ainda dão e tem gás, podem estra fora de parâmeros novos, coisa que a empresa deve promover, e não simplesmente sair demitindo com um RH como parceiro desumano. A humanização cabe ainda em muitos RHS deste país. E agora com as novas Leis trabalhistas coitados dos trabalhadores. Em suma, gostei de sua matéria. Obrigada. Acredito em parcerias e valor. E não em exploração e depois chute na bunda.
obrigado por sua análise e comentário Maria
Matéria valiosa para agregar conhecimento. Visto que a cada dia que passa se fala mais e mais sobre humanização, da empatia. Tenho uma mera utopia que um dia chegaremos a viver de forma verdadeiramente humanizada;