Operária chamada de ‘‘sapatona’’ receberá R$ 30 mil

A 3ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul manteve  sentença que condenou uma distribuidora de ferros a pagar R$ 30 mil, a título de danos morais, a uma ex-operária, chamada de ‘‘sapatona’’, ‘‘machorra’’ e ‘‘mal-amada’’ pelo gerente.

Sob o entendimento de que  o representante patronal que dirige expressões jocosas relacionadas a possível orientação sexual da trabalhadora e que dissemina, no âmbito da empresa, tais comentários, deve indenizá-la por lesão à honra e à dignidade.

Apelidos e depressão
A autora, que trabalhou como técnica em Segurança do Trabalho, começou a sofrer chacotas por parte do chefe quando se separou do seu esposo. O chefe teria disseminado os qualificativos ‘‘sapatona’’,‘‘machorra’’ e ‘‘mal-amada’’ no ambiente de trabalho, o que a deixou profundamente desgostosa. Além dos comentários desabonadores, ainda teve de conviver com o apelido de ‘‘playmobil’’, numa alusão fantasiosa ao seu uniforme de trabalho: botina, macacão amarelo e rádio de comunicação na cintura.

Num determinado dia, estressada com os deboches, foi acometida de mal súbito no ambiente de trabalho. Após o atendimento médico, teve diagnosticado um quadro de estresse. Quando retornou às atividades, os deboches continuaram. A gota d’água aconteceu durante a reunião para tratar da conduta do gerente que a perseguia. O gerente financeiro da empresa em São Paulo teria lhe perguntado na ocasião: ‘‘Tá, mas tu és ou não sapatona?’’. Poucos dias depois, acometida de depressão, pediu demissão do emprego e ‘‘trancou’’ a faculdade, já que não sentia mais ânimo.

Fonte: Consultor Jurídico

Análise do Blog: Impecável a atuação do Tribunal nesse caso, tais situações não cabem pois, nos tempos atuais, o dano psicológico muitas vezes é incurável, “dói na alma”, a pessoa é consumida por aquelas palavras, pela reação jocosa dos colegas de trabalho e o corpo reage de formas diversas com dores, mal estar e outras doenças.

Os DRH’s devem atuar proativamente nas causas de atitudes preconceituosas, “perseguições” e outros males que assolam as empresas Brasil ( e mundo) afora, um bom ambiente de trabalho é forte fator de retenção de talentos, pensem nisso colegas dos RH’S!!

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