Nas reuniões e encontros com as cúpulas de RH da região, sempre debatemos o quanto nossos líderes ainda estão deixando a desejar e consequentemente o quanto gastamos de energia e tempo tentando remediar situações totalmente evitáveis se esses profissionais tivessem uma visão mais ampla sobre suas responsabilidade perante as equipes.

É preciso se adequar aos novos tempos, liderar hoje é bem diferente de anos atrás, percebo o pessoal em geral com esse pensamento antiquado.

Se há alguns anos o líder contava com fortes hierarquias corporativas e exercia o autoritarismo como forma padrão para a liderança de suas equipes,  hoje a tendência de dividir as responsabilidades. Com muitos jovens da geração Y nas atuais equipes das empresas, antigas estruturas já não são mais aceitas e cargos são muito questionáveis. As equipes mais jovens buscam alguém em quem se espelhar e visualizar grande inspiração. Esta geração busca como exemplo um líder dinâmico, com boas ideias, aberto ao diálogo, sem medo de ousar e buscar novos caminhos. O mundo corporativo determina hoje a reinvenção e adaptação a todo momento, a toda prova.

Na minha vivência profissional tive líderes inspiradores e medíocres, os inspiradores me despertavam  o desejo de ser como eles, os admirava por suas  atitudes, por seu  senso de justiça e equilíbrio emocional, me faziam querer “carregar o piano” nas costas por eles sem receio!

Já os líderes medíocres ficam na minha memória como piadas, como exemplo do que não se fazer são associados em minha memória a incompetência profissional e pessoal.

Hoje o conceito de “Líder Coach” é na minha opinião, o que mais se adequa a esses novos tempos

O líder-treinador (coach) age sobre o liderado para que suas capacidades se desenvolvam e sejam colocadas para fora , para tanto, vale-se de treinamento (coaching) que, em  síntese, nada mais é do que um processo integrado por atuações voltadas ao auto-desenvolvimento, por meio do qual o líder desenvolve as competências de seu liderado e o orienta de forma a mantê-lo sempre alinhado e congruente com suas metas e seus objetivos.

Quando é que as lideranças vão acordar para essa realidade e perceber que treinar não é “perda de tempo” e sim investimento para no futuro ter mais tranquilidade com as equipes e ter mais tempo para se dedicar as coisas que realmente interessam?