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Levantamento da Convenia e Opinion Box mostra que 40% dos candidatos esperam mais de três semanas por retorno em processos seletivos no Brasil

Janeiro de 2026 – Uma pesquisa inédita da Convenia, em parceria com o Opinion Box, revela problemas recorrentes na condução dos processos seletivos no Brasil. Segundo o levantamento, 77% dos profissionais afirmam já ter ficado sem retorno após entrevistas de emprego, enquanto 40% dizem esperar mais de três semanas por uma resposta das empresas.

O estudo ouviu 1.211 profissionais entre novembro e dezembro de 2025 e mostra que, em um cenário de alta rotatividade, a experiência da pessoa candidata segue como um dos principais gargalos do processo de recrutamento. A pesquisa ainda apontou que, 6 em cada 10 brasileiros buscam trocar de emprego.

Para Marcelo Furtado, CEO e cofundador da Convenia, o problema vai além da atração. “Os dados mostram que processos longos, desorganizados e sem retorno afetam diretamente a percepção de marca e a decisão do profissional de seguir ou não em um processo seletivo. Um impacto negativo enorme para as empresas, que perdem os melhores talentos”, afirma Marcelo Furtado, CEO e cofundador da Convenia.

Apesar das críticas, a tecnologia é vista como aliada quando bem aplicada. 54% dos entrevistados avaliam que o uso de sistemas de recrutamento, inteligência artificial e automação melhora a qualidade dos processos, ao trazer mais agilidade, organização e transparência.

A pesquisa também mostra o peso da reputação das empresas: 35% dos profissionais afirmam que só se candidatam a organizações bem avaliadas, reforçando a influência desde a experiência durante o recrutamento e a marca empregadora.

Quando analisam os principais desafios na busca por trabalho, os entrevistados apontam salários e benefícios abaixo das expectativas (34%) e a dificuldade de atrair a atenção das empresas (21%). Já na escolha entre duas ofertas, o salário lidera (62%), seguido por plano de carreira (35%) e pacote de benefícios (32%), mostrando que a proposta completa de valor ao colaborador segue sendo o fator decisivo.

O Estudo 

O perfil da amostra reforça a abrangência da pesquisa: 55% das pessoas entrevistadas são mulheres, 49% têm entre 30 e 49 anos, 80% pertencem às classes C, D e E, e a maioria atua sob regime CLT (80%). As regiões Sudeste (40%) e Nordeste (25%) concentram a maior parte dos respondentes, com predominância de modelos de trabalho presencial (66%) ou híbrido (16%).

“O grande diferencial desse levantamento de dados, principalmente quando falamos de gestão de pessoas, é a confiabilidade da informação. O anonimato dos respondentes permite que exponham suas opiniões com sinceridade. Validações, como por exemplo a consulta do CPF de todos os entrevistados na Receita Federal, além de outros métodos durante o preenchimento do questionário aumentam a credibilidade da pesquisa. Dados coletados com este nível de cuidado evitam o risco de desinformação e decisões tomadas em cima de achismos nas empresas”, destaca Felipe Schepers, COO e cofundador da Opinion Box.

Com margem de erro de 2,8 pontos percentuais, o estudo reforça a necessidade de as empresas tratarem o recrutamento não apenas como um processo operacional, mas como uma experiência estratégica, capaz de influenciar diretamente a atração de talentos, a reputação da marca empregadora e a competitividade no mercado.