(Foto: Lucas Rangel/Tv Vanguarda)
(Foto: Lucas Rangel/Tv Vanguarda)

Essa seria a segunda demissão em massa na unidade. Em dezembro de 2015, outros 115 trabalhadores foram desligados.

A empresa Maxen de Atibaia demitiu cerca de 200 funcionários na manhã desta quarta-feira (13), segundo o sindicato. Essa seria a segunda demissão em massa na unidade, que produz materiais para usinas de petróleo. Em dezembro de 2015, outros 115 trabalhadores foram desligados.

Os números do emprego em Atibaia são preocupantes, o CAGED do Ministério do trabalho mostra um aumento de 75% no fechamento de postos de trabalho na cidade se comparado com mesmo período de 2014. O município não possui políticas claras de incentivo, a Prefeitura prefere atrair empresas que pagam mais impostos mas geram menos empregos, casos dos Atacadistas recém instalados e outros que estão por vir.

O sindicato informou que as demissões foram feitas nesta manhã depois de uma reunião com o administrativo da empresa. A diretoria teria anunciado que a unidade estaria sendo vendida.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, a unidade já vinha passando por uma crise. De 2014 para 2015 o quadro de funcionários foi reduzido de 500 para 300 trabalhadores. Cerca de dez funcionários teriam sido mantidos para finalizar operações e documentos das rescisões de contratos.

“Nós já sabíamos que a empresa passava por uma crise. Isso porque o fundo mantenedor já havia cessado os investimentos na unidade. As demissões eram irreversíveis. Tentamos negociar além da verba rescisória algum bônus, para que o trabalhador possa se manter nos próximos meses, mas não tivemos sucesso”, disse o presidente do sindicato, Walter Brajão.

Os representantes da categoria afirmaram ainda que trabalham na tentativa de conseguir prioridade de contratação para os funcionários caso a Maxen seja realmente vendida.

Os números vão contribuir fortemente para disparada no indicador de desemprego do município, até o momento a administração municipal não tem nenhum plano de incentivo ou política para minimizar os sérios problemas que as demissões vão gerar.

(Com informações do G1)