shutterstock_268014329Sempre falo para profissionais e alunos que a parte mais desagradável do nosso trabalho como profissional de Recursos Humanos está na necessidade de fazer o procedimento de demissão junto aos colaboradores, momento tenso, triste que exige muito preparo e sensibilidade dos RH’s, eu já havia percebido mas pesquisas recentes comprovaram: “dependendo da forma a qual ele é demitido, o ex funcionário pode pegar raiva da empresa e se motivar a entrar com um processo trabalhista muitas vezes infundado”.

Recentemente um político do alto escalão do governo foi notícia nos principais jornais do país ao ser demitido pelo telefone. A parte de todo cenário político, o ocorrido é um exemplo de como não conduzir um processo de demissão. Independente da posição do profissional que está sendo demitido, seja ele de nível operacional ou um executivo de alto escalão, é imprescindível que o processo de desligamento seja feito de forma ética e respeitando o colaborador.

Pensando nisso, a Diretora de Transição de Carreira da STATO, consultoria especializada em gestão de carreiras, Lucia Costa, elenca sete orientações para ajudar gestores de Recursos Humanos ou executivos líderes de outros profissionais, a conduzirem uma demissão de maneira que o funcionário não seja exposto e garanta que a imagem da empresa não seja prejudicada por uma gestão de pessoas ineficientes.

1. Elabore um discurso racional da razão da demissão e não se esquive da responsabilidade. Frases como “eu não queria, mas cumpro ordens” ou “fui voto vencido” evidenciam fraqueza do líder e expõem a companhia. Contextualize a situação, comunique o desligamento e diga que a escolha foi sua (ou também foi sua).

2. Caso o profissional não aceite a demissão, não discuta, fique calmo e repita o discurso da razão do desligamento. Ouça o profissional com compreensão, aceite seus sentimentos, responda com atenção suas indagações, mas comunique a demissão.

3. Não é momento para analisar resultados ou dar feedbacks de performance ou comportamentais. Naturalmente, o demitido conduz a conversa para esse viés. Trata-se de um comunicado. É preciso frieza para não cair nesta armadilha.

4. Não diga que lamenta a demissão ou que sabe como ele se sente. Este é um momento duro e isso só alimenta sentimentos negativos.

5. Cada empresa possui uma cultura, mas é recomendável que um desligamento seja realizado individualmente, com ao menos uma testemunha, do RH.

6. É desejável que o desligamento ocorra em um começo de semana, no período da manhã, jamais próximo ou em uma data comemorativa.

7. Se você pode e quer indicar esse profissional para outro trabalho, pois acha que ele não serve para o atual cargo, mas será útil em outro, faça isso. Mas não diga isso no momento da demissão. Fica parecendo pena. Aguarde uma oportunidade posterior.