DSC02322 (1024x768)Sim eu sei, esse é um espaço para discutir as questões da Gestão de Pessoas, Trabalhista, Coaching entre outros temas que sou apaixonado, mas uma das minha paixões me deixou essa semana, no dia 08, quinta-feira, um dos piores dias de minha vida.

Na tarde de um sábado, em Junho de 2003, resolvi parar num Pet shop (o mesmo onde Helga foi atendida nas suas horas derradeiras) porque sabia que ali tinham filhotinhos, e eu estava preocupado com o Bóris, o meu velho amigo da raça Boxer de casa. Achava que tinha chego a hora de ele ter um companheiro.

Entrei e quando pisei no lugar, através dos vidros onde eles ficavam, uma pequenina branquela se levantou e ficou me seguindo com rabinho balançando, como se me conhecesse. Nunca havia pensado em ter uma cadelinha, nem sabia que haviam boxers na cor branca, brinquei com ela pelo vidro e fui embora.

Nao consegui esquecer daquele bichinho, passei o domingo a pensar, na outra semana voltei lá e soube que a dona havia a levado de volta para casa, pois não havia sido vendida, não desisti e pedi o telefone da dona, liguei e fui a Bragança Paulista busca-la.

Helga sempre foi “bobona” no bom sentido, era a filhote mais magra de todos, seus irmãos eram fortíssimos e a dona me explicou que ela era meio submissa, pois bem trouxe Helga para casa.

Que anos incríveis, que momentos ternos, divertidos passamos,  2 crias, 15 filhotes no total, e o amor incondicional dela aos pequenos, quando o velho Bóris se foi, lembro o quanto Helga sofreu, mesmo assim nunca dava trabalho algum, apenas se resignava e dormia, dormia muito. Cansado de vê-la assim, trouxe o Tom, um teckel (salsichinha) que renovou o clima dentro de casa e trouxe alegria.

Sempre teve ciúme das namoradas, criou uma relação única com minha esposa Cláudia, as duas se entendiam só no olhar, era bonito de se ver a dedicação de ambas.

Dormiu muitos anos ao lado de minha cama, dormia a noite toda, pacientemente, não fazia necessidades dentro de casa, era pura alegria, bondade e amor, gosto de definir a Helga como isso: Amor.

Com 10 anos e 4 meses de idade eu não esperava me despedir dessa minha companheira fiel, dedicada e única… mas veio um tumor, removemos mas era daqueles bem ruins, e alguns dias depois da cirurgia, Helga nos deixou.

Eu não consigo mensurar para vocês amigos, a  tristeza e amargura que eu e minha esposa sentimos desde então… não dá pra dizer em palavras, Helga está em cada canto, cada fresta dessa casa, respiramos Helga e ela sempre viverá entre nós.

Há dois domingos, numa tarde, fui acordado por suas lambidas carinhosas no rosto (como de costume) eu abri os olhos e ela estava ali e lembro de ter dito a Cláudia ” Se há algo do outro lado, depois que a gente parte, eu quero acordar do lado de lá desse jeito, com lambidas da Helga na minha cara, é assim que eu quero ser recebido por lá”!

Helguinha, este post foi para você, onde quer que você estiver, você vive entre nós e nos inspirou muito, com seu olhar terno parecia sempre nos dizer : “Seja bom”, e é isso que vou fazer filha, tentar ser bom e digno de todo esse amor e dedicação que você me teve se eu tiver 10% de toda essa sua bondade e pureza, serei um ser humano excepcional.

Eu não te escolhi, VOCÊ me escolheu para ser seu dono, eu juro que eu fiz o que pude pra te dar o melhor, obrigado por me deixar fazer parte da aventura que foi a sua vida aqui.

Eu te amo Helga.

“Eu me dei conta de que cada vez que um de meus cachorros parte, ele leva um pedaço do meu coração com ele. Cada vez que um cachorro novo entra na minha vida, ele me abençoa com um pedaço do coração dele. Se eu tiver uma vida bem longa, com sorte, todas as partes do meu coração serão de cachorro e então eu me tornarei tão generoso e cheio de amor como eles.” (Autor desconhecido)