
Visão propõe deslocamento do uso da tecnologia, de ferramenta operacional para motor de criação
Nos últimos anos, a tecnologia consolidou seu papel como ferramenta de eficiência. Sistemas foram projetados para otimizar processos, reduzir falhas e automatizar rotinas, respondendo a uma demanda crescente por produtividade. Esse movimento trouxe ganhos claros, mas também evidenciou um limite: a predominância de uma lógica orientada à correção, e não à criação.
Grande parte do mercado ainda opera sob essa perspectiva. A tecnologia é acionada quando há um problema a ser resolvido ou uma estrutura a ser aprimorada. Nesse contexto, seu papel permanece restrito ao suporte operacional, mesmo diante de um potencial muito mais amplo.
Para Pablo Rodrigues Nunes, CEO da Brevya, essa leitura é parcial. Na sua visão, o ponto central não está apenas em melhorar o que já existe, mas em explorar o que ainda pode ser construído a partir das tecnologias disponíveis. Isso implica uma mudança de abordagem: sair da lógica da resposta e avançar para a lógica da investigação.
Essa mudança de chave propõe uma inversão relevante. Em vez de perguntar como resolver um problema específico, a questão passa a ser quais novas estruturas podem emergir a partir de ferramentas já consolidadas. Plataformas amplamente difundidas, como o WhatsApp, por exemplo, deixam de ser apenas canais de comunicação para se tornarem base de novas dinâmicas operacionais e de relacionamento.
Esse deslocamento altera o papel da tecnologia dentro das organizações. De instrumento de eficiência, ela passa a atuar como vetor de criação, abrindo espaço para modelos que não existiam previamente. Mais do que acompanhar tendências, trata-se de tensionar os limites do que é considerado possível dentro do ambiente corporativo.
Nesse cenário, iniciativas como as desenvolvidas pela Brevya ajudam a evidenciar uma transição em curso: a de um mercado que, gradualmente, deixa de usar tecnologia apenas para resolver problemas e começa a utilizá-la para expandir o próprio campo de possibilidades.
