
Planejamento de carreira, atualização de competências e leitura estratégica do cenário são decisivos no início do ano
O início de 2026 deve marcar um novo ciclo de reorganização do mercado de trabalho brasileiro. Com empresas revisando estruturas, abrindo novos orçamentos e redefinindo prioridades, o primeiro trimestre tende a concentrar oportunidades para profissionais que chegam preparados.
Para Eliane Aere, presidente da ABRH-SP, a empregabilidade deixou de estar associada apenas à experiência acumulada e passou a depender, cada vez mais, da capacidade de adaptação, atualização e posicionamento estratégico do profissional.
“Existe uma percepção equivocada de que o começo do ano é um período morno para contratações. Na prática, é justamente quando muitas decisões saem do papel. Quem espera o ano começar para se preparar, geralmente chega atrasado”, afirma Eliane.
Carreira exige estratégia, não improviso
Segundo a presidente da ABRH-SP, profissionais que encaram a carreira como um projeto estruturado tendem a ter mais sucesso em processos seletivos. Isso envolve clareza de objetivos, leitura realista do próprio perfil e alinhamento com as demandas do mercado.
“Não se trata apenas de procurar uma vaga, mas de entender onde o seu perfil gera valor para as empresas”, diz.
Atualização contínua é condição básica
A aceleração tecnológica e as mudanças nos modelos de trabalho tornaram a atualização constante um requisito mínimo. Competências ligadas a dados, inteligência artificial aplicada ao negócio, liderança, comunicação e resolução de problemas complexos aparecem com frequência crescente nos processos de seleção.
“Elas não são exclusivas de cargos técnicos. Estão presentes em praticamente todas as áreas”, destaca Eliane.
Currículo e presença digital precisam refletir impacto
Outro ponto de atenção é a forma como o profissional se apresenta ao mercado. Currículos excessivamente descritivos e perfis digitais desatualizados tendem a perder espaço para narrativas mais objetivas, focadas em resultados, entregas e impacto gerado.
Relacionamento profissional faz diferença. O famoso networking
De acordo com a ABRH-SP, uma parcela significativa das contratações acontece por meio de indicações e redes de relacionamento. Por isso, participar de eventos, fóruns e encontros profissionais deixou de ser opcional.
“Networking não é pedir emprego. É construir repertório, trocar conhecimento e estar presente nos ambientes onde as decisões são tomadas”, reforça a presidente.
Comportamento pesa tanto quanto técnica
Por fim, Eliane Aere ressalta que as competências comportamentais continuam sendo determinantes. Adaptabilidade, colaboração, capacidade de aprendizado e maturidade emocional estão entre os fatores mais observados pelas empresas.
“As organizações sabem que o cenário muda rápido. Elas buscam pessoas capazes de evoluir junto com o negócio”, conclui.
Sobre a ABRH-SP
A Associação Brasileira de Recursos Humanos – Seccional São Paulo (ABRH-SP) é uma instituição sem fins lucrativos que se destaca como a principal referência em gestão de pessoas no Brasil. Completando 60 anos em 2025, reúne a expertise de profissionais e empresas que buscam excelência na área.
