
Na aula magna do “Filosofia da TecnologIA”, o filósofo destacou a responsabilidade social dos executivos e a importância de deixar uma marca inclusiva
Em uma sala repleta de líderes do setor de tecnologia, o tema surpreende: Filosofia. A primeira edição do curso “Filosofia da TecnologIA”, promovido pelo Instituto Itaqui – frente social, educacional e de pesquisa do Itaqui -, propõe justamente inspirar reflexões que unam inovação e valores humanos. E um dos nomes mais indicados para conduzir essa conversa é o de Mario Sergio Cortella.
Logo de início, o filósofo convidou os participantes a refletirem sobre o papel da humanidade diante das transformações tecnológicas. “Como essa geração será vista daqui a 30, 40 anos? Teremos sido capazes de fazer o quê?”, indagou Cortella. Com uma abordagem que combinou História, Filosofia e exemplos contemporâneos, o pensador destacou a necessidade de pensar o progresso não apenas como avanço técnico, mas como oportunidade de ampliação da vida coletiva.
Cortella abordou temas como o papel da tecnologia, o conceito de legado, autenticidade e protagonismo, mas um dos pontos centrais foi a discussão sobre os desafios sociais e econômicos. “A Inteligência Artificial (IA) melhora muitos aspectos do nosso cotidiano, aumentando a produtividade, por exemplo. Mas precisamos olhar para a tecnologia como uma ferramenta partilhadora e não excludente”, reforça. E completa: “Nosso legado precisa sair da dimensão imaginária, ele precisa demolir as injustiças”.
A aula magna foi encerrada com uma provocação: “O que eu posso fazer?”, convidando cada participante a refletir sobre sua responsabilidade individual e coletiva diante do mundo tecnológico que se desenha. Para ele, a reflexão filosófica é essencial para que a revolução digital seja servidora da vida e do bem-estar social, e não um mero espetáculo de progresso.
Para Gabriela Vicari, CEO do Instituto Itaqui, reflexões mais do que necessárias para o momento atual. “Como líderes, precisamos compreender e assumir nossas responsabilidades, com consciência do impacto da Inteligência Artificial para os negócios, as pessoas e o planeta”, afirma. Pensamento compartilhado pelo fundador do Itaqui, Adelson de Sousa. “A tecnologia só faz sentido quando está a serviço da vida. É isso que buscamos: inspirar uma nova geração de líderes que usem a inovação para construir um futuro mais ético, sustentável e humano, deixando uma herança que independe de nós”, resume.
Michelle Bueno, sócia do Grupo Midas, empresa que oferece consultoria e serviços de tecnologia, foi uma das alunas. “É muito importante trazer esse olhar humano e sensível. A tecnologia tem nos distanciado. Logo, nosso papel como líderes é não esquecer do mais importante: resgatar essa conexão entre as pessoas”, conclui.
Escola de Liderança
A imersão proposta pelo “Filosofia da TecnologIA” segue até sábado, explorando as dimensões éticas, epistemológicas e existenciais da IA. Uma nova turma já está prevista para o primeiro semestre de 2026.
Ainda neste ano, o Instituto Itaqui lança mais um programa: o “Escola de CIOs”, iniciativa voltada a CIOs, CISOs, CAIOs e líderes que desejam ocupar posições estratégicas na área de tecnologia. O curso tem como objetivo preparar gestores para os desafios da era digital, combinando conhecimento técnico, visão humanista e experiências transformadoras. Gary Bolles, especialista em Inteligência Artificial com mais de 40 anos de experiência no Vale do Silício, é um dos destaques do corpo docente.
A formação será realizada de 16 a 18 de novembro, no Distrito Itaqui, a apenas 30 minutos da capital paulista. Ainda há vagas disponíveis. Mais informações sobre este e outros programas de formação executiva estão disponíveis no site oficial do Instituto Itaqui.
