Você já parou para pensar até que ponto a vida pessoal de um líder pode impactar a credibilidade de uma empresa inteira?

Na última semana, ganhou grande repercussão o desligamento do CEO da Nestlé, Laurent Freixe, após uma apuração interna apontar que ele mantinha um relacionamento amoroso com uma subordinada direta. A prática fere o Código de Ética e Compliance da companhia e resultou na demissão de ambos os funcionários.

Outro caso recente que trouxe essa discussão à tona foi o do CEO e da diretora de RH flagrados na “Kisscam” durante um show do Coldplay. A cena causou enorme comoção: o nome da empresa virou um dos assuntos mais buscados no Google e a repercussão de PR foi péssima. Apesar de o atual CEO interino, que também é um dos co-founders da companhia, ter afirmado que gostou da visibilidade repentina, o episódio não trouxe impactos positivos: o CEO pediu para ser afastado e a diretora de RH foi desligada.

Todas essas situações têm coisas em comum e levantam três questionamentos:

O primeiro é: por que agora têm surgido mais casos de desligamentos de executivos por se relacionarem com funcionários? A principal razão é o medo das empresas de que episódios assim prejudiquem sua imagem e reputação.

O segundo é: ter um relacionamento com subordinados diretos é permitido por lei? A CLT não proíbe esse tipo de relacionamento. No entanto, empresas, principalmente as de grande porte, com códigos de ética e compliance bem estruturados, costumam estabelecer regras que impedem relacionamentos entre chefes e subordinados diretos.

O terceiro é: por que essas cláusulas existem? Porque os códigos de conduta e ética têm como objetivo garantir que todos os profissionais sejam tratados com igualdade e justiça. Quando um líder mantém um relacionamento pessoal com alguém de sua equipe, é possível que não consiga agir com total imparcialidade ao decidir sobre promoções, aumentos salariais ou avaliações de desempenho.

Para evitar esse tipo de conflito de interesses, as empresas buscam assegurar que os relacionamentos no ambiente de trabalho permaneçam profissionais, preservando decisões baseadas em mérito, justiça e consciência.

SOBRE A PEOPLE LEAP

A People Leap é a primeira startup focada em descomplicar os processos de RH em startups de tecnologia em crescimento com potencial de escala. Atua como parceira estratégica de fundadores de startups e times de RH oferecendo uma abordagem prática e adaptada à realidade das startups, evitando burocracias e soluções engessadas que não funcionam para empresas em constante transformação.

SOBRE GIOVANNA GREGORI PINTO

Graduada em psicologia pela PUC-Campinas, com MBA em gerenciamento de projetos pela FGV, Giovanna Gregori Pinto é fundadora da People Leap e referência em estruturar áreas de RH em startups de tecnologia em crescimento. Com duas décadas de experiência em empresas de cultura acelerada, construiu uma trajetória sólida em gigantes como iFood e AB InBev (Ambev). No iFood, como Head de People, liderou a expansão do time de tecnologia de 150 para 1.000 pessoas em menos de quatro anos, acompanhando o salto de 10 mil para 50 milhões de pedidos mensais. Já na AB InBev, como diretora de RH, triplicou o time antes do prazo, elevou o NPS de People em 670%, aumentou o engajamento em 21% e reduziu o turnover de tecnologia ao menor nível da história da companhia.