Especialista mostra por que muitos profissionais estão estagnados apesar de serem bons tecnicamente
Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, ter um currículo visualmente atrativo não é suficiente para garantir o sucesso profissional. Muitos trabalhadores, mesmo com sólida formação técnica, enfrentam dificuldades para conquistar vagas que reflitam seu verdadeiro potencial ou salários alinhados às suas competências. A dificuldade de traduzir habilidades, em resultados claros e alinhados às expectativas das empresas é uma barreira comum, agravada por currículos genéricos e ausência de uma estratégia clara de posicionamento.

Ana Chauvet, LinkedIn Top Voice e especialista em posicionamento de carreira, explica que o currículo sem contexto é só um papel bonito. “O que trava muitos profissionais não é a falta de competência, mas a dificuldade de comunicar o valor que geram. Sem clareza de conquistas e sem conexão com a linguagem do mercado, o currículo vira um enfeite — não uma ponte para a vaga certa.”
Segundo um estudo da Robert Half de 2024, 68% dos recrutadores brasileiros valorizam candidatos que demonstram resultados mensuráveis e alinhamento cultural, mas muitos profissionais falham em comunicar isso de forma eficaz. Além disso, com a digitalização dos processos seletivos, plataformas como o LinkedIn registraram um aumento de 20% no uso por empresas brasileiras em 2024. O recado é claro: não basta parecer bom — é preciso ser encontrado, ser lembrado e ser compreendido.
“Estima-se que o LinkedIn possui 86% dos recrutadores e diariamente buscam novos profissionais. Não basta ser bom, o mercado precisa perceber isso antes da entrevista. Ter um perfil técnico forte sem saber se posicionar é como ter um ótimo produto escondido na prateleira errada. Visibilidade estratégica é o que tira um currículo da pilha e leva o seu nome pra mesa do decisor”, afirma a especialista.

Ana, que já ajudou milhares de profissionais a reposicionarem suas carreiras, reforça que currículo e LinkedIn precisam caminhar juntos, como uma vitrine profissional coesa. “Currículo é porta de entrada, LinkedIn é vitrine. Quem entende isso, para de ser invisível no mercado.”
Dicas da especialista para conquistar vagas compatíveis com sua capacidade real:
Monte seu currículo seguindo esta estrutura:
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Dados pessoais, objetivo profissional, formação acadêmica, experiência profissional, experiência internacional (se tiver), cursos e habilidades, além de atividades voluntárias (se houver).
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Descreva suas atividades executadas como se estivesse contando seu dia a dia, mas também crie uma seção de Destaques com suas conquistas, projetos e premiações. Mensurar essa informação — com números, percentuais ou resultados concretos — é fundamental.

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Revise seus dados nas plataformas de emprego: confira se o número de telefone tem DDD, se o e-mail está correto e se o currículo foi subido nos campos corretos. Pequenos erros técnicos fazem seu perfil ser descartado antes mesmo de ser lido.
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LinkedIn é movimento. Não adianta ter um perfil incrível e abandoná-lo. Se você não interage, publica ou adiciona as pessoas certas, não será visto por quem importa. O algoritmo valoriza participação — e o mercado também.
