Especialista ensina como detectar
Segundo Mario Junior, sócio da S2 Consultoria – empresa especializada em prevenir e tratar atos de fraude e assédio nas organizações, observação, estudo e muita prática permitem que qualquer pessoa note indícios de falta de sinceridade em discursos, entrevistas e conversas.
O especialista explica que a leitura e compreensão dos canais verbais e não verbais de comunicação é uma das formas de identificar quando alguém mente. Dentre as principais maneiras para realizar essa identificação, estão a observação da linguagem corporal, facial, verbal e paralinguística.
Ainda que a linguagem corporal possa revelar muitas coisas que tentamos esconder, o ideal é analisar o contexto antes de tirar conclusões. O sócio da S2 alerta para o fato de que interpretações equivocadas podem ser tornar armadilhas para pessoas destreinadas. “O caminho mais eficaz é identificar se o comportamento apresentado pela pessoa está fora do seu padrão. Caso contrário, você pode cometer graves erros ao analisar uma ‘coçada no nariz’ e julgar que a pessoa está mentindo, sendo que na verdade ela apenas está gripada naquele dia”, explica.
No ambiente corporativo, as mentiras mais comuns são relacionadas a atrasos, trabalhos não realizados ou aptidões exageradas. “Além disso, mentiras mais graves como manipulação de resultados também são praticadas, podendo gerar efeitos colaterais de grandes proporções”, ressalta.
Identificando mentiras
A Entrevista Comportamental e a Entrevista Investigativa Moderna são técnicas aplicadas a potenciais suspeitos, denunciantes, testemunhas, vítimas, fornecedores ou outras fontes existentes para obtenção de informações e determinação da veracidade dos fatos a respeito de suspeitas, denúncias ou incidentes específicos nas organizações.
Os sócios da S2 Consultoria – Renato Santos e Mario Junior – têm mais de 15 anos de experiência no tema e 7.000 entrevistas no Brasil e exterior. Os profissionais possuem habilidades e conhecimentos específicos os quais, por meio de uma abordagem empática e com respeito à dignidade humana, oferece aos envolvidos a oportunidade de apresentar sua versão sobre os fatos identificados.
O processo de entrevistas, em consonância à legislação brasileira, não fere os direitos individuais dos entrevistados, sendo estes documentados e assegurados antes do início da mesma, legitimando à organização na aplicação da metodologia.
Fonte: Profissional & Negócios
