Começou muito bem o CONARH 2014 com excelente conteúdo e palestras magnas com grandes nomes.
Para presidentes, as pessoas que compõem as organizações terão de compensar indicadores econômicos desanimadores
A magna de abertura deste ano reuniu os presidentes Luiz Carlos Trabuco Cappi, do Bradesco, e Cledorvino Belini, do Grupo Fiat, mediados pela consultora Vicky Bloch, presidente da Vicky Bloch Associados. O clima foi uma combinação de pessimismo econômico com otimismo em relação ao potencial transformador dos recursos humanos nesse contexto.
Com base em pesquisas interativas realizadas com os 120 presidentes que participaram do fórum, a percepção geral foi de grande desânimo em relação aos cenários macroeconômicos nacional e internacional. Belini afirmou, no entanto, que os indicadores apenas confirmaram as previsões de baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), para 2014. “Sem dúvida, será mesmo um pibinho”, disse. O mesmo deve valer para o ano que vem, segundo a avaliação dos presidentes. De acordo com a pesquisa realizada no fórum, 58,2% deles esperam que a economia piore um pouco nos próximos 12 meses.
Além do descontentamento com os números nacionais, havia uma expectativa de melhor desempenho do bloco europeu, dos Estados Unidos e da China. “O grande desafio do Brasil agora é enfrentar os juros baixos praticados no exterior e, principalmente, a concorrência asiática”, contextualizou Trabuco.
Em contrapartida, o País está em seu melhor momento na questão demográfica, com uma proporção alta de população economicamente ativa em relação a idosos e crianças, situação que deve persistir até 2030. Essa vantagem, contudo, seria mais significativa se houvesse maiores investimentos em educação básica e qualificação profissional. “Não podemos exportar apenas montanhas e bananas”, disse Belini. Para ele, é fundamental agregar conhecimento e tecnologia ao que o Brasil produz. “Essa questão é crucial”, acrescentou Trabuco. “Será que vamos crescer antes de envelhecer?”
De todo modo, foi consenso que o País tem grande potencial de mercado interno a explorar. “Apesar da descrença em relação à economia, não conheço empresário que queira estar fora do Brasil neste momento”, disse o presidente do Bradesco. “Ainda tempos 100 milhões de brasileiros a `bancarizar` – e cerca de 30 milhões que ainda podem comprar carros”, acrescentou Trabuco, como uma provocação amistosa ao colega da indústria automotiva. “Talvez um pouco mais do que isso, um pouco mais”, disse Belini.
Fonte: ABRH NACIONAL
