maternidade-e-trabalhoMesmo com a crescente ascensão das mulheres no mercado de trabalho, muitas ainda deixam a carreira de lado quando optam pela maternidade. Para boa parte delas, a volta ao trabalho implica deixar o filho com parentes ou em creches públicas ou privadas – o que causa preocupação e sofrimento para a maioria das mamães, independentemente dos cargos que ocupam. Então, após a licença-maternidade elas têm de retomar a rotina, mas, e agora? Com quem deixar o bebê? Resposta correta: na empresa. Isso mesmo, o que era sonho se tornou realidade para muitas mamães, que encontraram na empresa em que trabalham o benefício da creche corporativa como alternativa para ficar mais perto dos filhos.

Atualmente, grandes empresas brasileiras investem em creches corporativas para trazer mais tranqüilidade a essas mães e, em paralelo, incentivar a carreira de suas colaboradoras após a maternidade. Para isso, elas criam espaços bem elaborados, separados por faixa etária e repletos de atividades para o aprendizado e desenvolvimento das crianças. A CEDUC, prestadora de serviços educacionais, especializada na criação e gestão de creches no ambiente corporativo, ajuda muitas empresas a criarem projetos dessa natureza. Atualmente, ela administra as creches corporativas da Avon, Natura e Unilever e, segundo Danielle Cristina Wolff, sócia fundadora do CEDUC, vários pontos devem ser levados em consideração para a criação desses espaços. “As creches, do ponto de vista da estrutura, são muito semelhantes às creches e escolas privadas que conhecemos. Em geral contam com salas que atendem crianças separadas por faixa etária e também para cada modalidade de atividade, além de salas para acolher as crianças durante todo dia. Para isso, nós do CEDUC desenvolvemos desde projetos arquitetônicos até o auxílio no desenvolvimento de políticas de relacionamento com o colaborador. Isso engloba a gestão do serviço, inclusive na contratação dos profissionais que vão atuar nesses ambientes, e que lidam direta ou indiretamente com a criança.”

Ao explorarem esses métodos em suas creches, essas empresas tornam-se ainda mais admiradas por suas colaboradoras. É unânime entre elas o reconhecimento das práticas desenvolvidas pela organização para atender as principais necessidades do universo feminino. Esse sentimento é vivenciado pela colaboradora da Natura, Sandra Gonçalves, mãe de Guilherme e Miguel. “Trabalhar em uma empresa com berçário materializou o meu desejo e escolha de ser mãe, sem pausa na minha trajetória profissional. A palavra que define meu sentimento é gratidão, por confiar e compartilhar os cuidados e educação de meus filhos, desde tão cedo. E ao longo do período perceber que o bebê se transformou em criança e também a evolução deles como ser humano, compartilhando dos mesmos valores da Natura (cuidado com as pessoas com o meio ambiente, entre outros). Em um país onde a educação é um tema tão relevante contar comum berçário na empresa é excepcional.”

Bons exemplos

Creche Avon
Creche Avon

A Natura, que desde 1991 possui um berçário para crianças de quatro meses a três anos em suas sedes em São Paulo e em Cajamar, acredita que o seu berçário tem como desejo fortalecer o vínculo entre mãe e filho, possibilitando à mãe a liberdade de amamentar mesmo após a volta ao trabalho, além de acompanhar com mais proximidade a educação do seu filho. Segundo Fátima Rosseto, diretora de desenvolvimento e educação da Natura, “esse benefício permite à mulher conciliar com mais suavidade o papel de mãe e profissional. A Natura, por meio dos berçários, materializa sua escolha em assumir junto com suas colaboradoras o compartilhamento do cuidado com a infância, além de oferecer a oportunidade da colaboradora em exercer os diferentes papéis de ser profissional e mãe ao mesmo tempo”.

O espaço funciona diariamente das 5h20 às 20h e é 100% subsidiado pela empresa. Além dos benefícios físicos e educacionais trazidos às crianças (alimentação, itens de higiene e material pedagógico), a creche traz um alívio financeiro para as mães. De acordo com os cálculos da empresa, o valor que seria gasto com este benefício representaria mais que 130% do salário de uma colaboradora de nível operacional e de 10% a 40% para uma colaboradora em nível de administrativo/gerencial.

Creche Avon
Creche Avon

Já a Avon, uma das pioneiras em creches corporativas no Brasil (desde 1981), que tem nas mulheres o seu principal capital humano, investe a carreira de suas colaboradoras sem desvincular a maternidade do processo. No que diz respeito à creche, a empresa incentiva o aleitamento materno e se baseia nesse princípio ao estimular as mães a manterem tal prática, estimulando que as colaboradoras trabalhem sua rotina profissional sem interromper as necessidades da criança no momento da amamentação. “O Aleitamento é uma questão muito importante para nós, não só pela mãe poder fazer isso pelo seu filho, mas também para a saúde da criança. Essa questão é tão importante para nós que liberamos essas mães, não importa o horário ou o cargo, para que ela realize essa função”, comenta Tatiana.

O processo para a adesão do benefício já começa a ser discutido após a colaboradora informar sobre a gravidez. Após essa comunicação, nós repassamos as informações sobre esse benefício para que ela possa escolher a vir a ter direito ou não. “Ela, optando pela creche, passará por um trabalho bem forte com a equipe do berçário que gerencia todo o espaço, para ajudá-la nesse acompanhamento, de forma a educá-la e passar boas práticas. O uso do benefício pode ser usufruído também por novas colaboradoras contratadas que possuam filhos com faixa etária requerida para usufruir do espaço, que é de seis meses até dois anos de idade”, explica Tatiana Sereno, HR Business Partner Sales & Marketing.

Fonte: Melhor Gestão de Pessoas