turnoverA urgência de mão de obra qualificada tem levado as organizações a disputarem profissionais preparados, por isso elas precisam adotar ferramentas para reter, reconhecer e recompensar seus colaboradores

O Brasil é campeão em rotatividade de profissionais, conforme pesquisa da empresa de recrutamento Robert Half. O levantamento mostrou que, desde de 2010, o turnover do Brasil aumentou 82%, ao passo que a média de crescimento global foi de 38%.

De acordo Sérgio Campos, presidente da consultoria Rhumo, devido a diversidade das gerações, os profissionais procuram organizações que se adaptem às suas necessidades e à realidade atual. “Eles desejam sustentabilidade, desafios, metas, ambiente organizacional flexível e motivador, incentivos, benefícios, remuneração compatível e adequada, recompensa e reconhecimento. A empresa que não está atenta a tais realidades tende a perdê-los, ficando fora do jogo”, explica.

A urgência de mão de obra qualificada tem levado as organizações a disputarem profissionais preparados e, por isso, elas precisam adotar ferramentas para reter, reconhecer e recompensar seus colaboradores.

“Deve-se criar termômetros de retenção, que podem ser, por exemplo, job rotation; plano de carreira; programa de educação avançada e continuada; ou um atrativo plano de aposentadoria. Também é importante criar projetos de reconhecimento e recompensa, tais como incentivo a curto e longo prazo que façam diferença; programas de desenvolvimento profissional, de qualidade de vida e vida no trabalho, e planos de benefícios diferenciados e extensíveis a família”, enumera Campos.

Um exemplo de medidas tomadas para conter a rotatividade é o da Rede Tauá de Hotéis e Resorts que, segundo Viviane Magalhães, diretora de recursos humanos, de forma satisfatória, adotou diversas ações e estratégias para a maior permanência dos funcionários, permitindo uma taxa de turnover de cerca de 6% ao mês, bem abaixo do mercado.

“A preocupação com o lado humano na rede é a mais importante. Ela norteia todas as ações que são desenvolvidas como treinamentos e capacitações, premiações, programas de incentivo à leitura, aprendizado de língua estrangeira, benefícios e demais formas de incentivo e motivação ao colaborador. Isso faz com que o trabalhador se sinta parte da empresa e responsável pelo seu crescimento, o que contribuirá para o seu próprio desenvolvimento”, destaca Magalhães.

Fonte: Administradores