A baixa confiança dos empregadores na economia começa a afetar as contratações. Saiba quais setores reservam as melhores perspectivas para os próximos seis meses!
Muito tenho falado aqui no Opinião RH sobre a pujança da economia regional, em especial Atibaia e o Sul de Minas com ótimos números e indicadores nos níveis de emprego. Entretanto, em conversas com altas lideranças de RH na região, o que estamos sentindo é a possibilidade de desaceleração na economia no próximo ano. Esse movimento também é sentindo nacionalmente conforme apurado pela Você S/A recentemente, confira:
O quadro pessimista da economia já começa a afetar o ânimo dos empregadores, que reduziram o ritmo de contratações. As admissões formais caíram 21,2% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2012, revela o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.
“É um reflexo do fraco ritmo da atividade econômica. No ano que vem, temos eleições e uma incerteza política no ar. Tudo contribui para um cenário mais tenso, que faz com que a confiança de consumidores e empresários seja menor”, diz Alessandra.
A indústria, um dos setores que mais recrutam mão de obra, registrou recuo de 0,7% nas contratações no primeiro semestre, apesar do
bom desempenho dos segmentos de bens de capital (máquinas, equipamentos e veículos pesados) e bens duráveis.
“O crescimento da produção de bens de capital foi resultado do programa do governo de IPI reduzido, da taxa de juro mais baixa e também da safra recorde de grãos”, explica André Luiz Macedo, do IBGE.
No caso dos duráveis, foram os automóveis que garantiram o avanço. Mas as categorias bens intermediários (itens usados na
fabricação de outros produtos) e bens semi e não duráveis (como calçados, roupas e alimentos) não tiveram bons resultados. Juntas,
elas respondem por 80% da produção.
Saiba como esse quadro vai infuenciar as contratações e demissões no segundo semestre a seguir.
As oportunidades e as armadilhas do segundo semestre
Confira o panorama do mercado de trabalho em alguns segmentos da economia
Óleo e gás
O momento: O setor está aquecido desde 2007, com a descoberta do pré-sal, transformando-se em uma das áreas que mais contratam e melhor remuneram. Com o déficit da Petrobras, o momento não é de grandes contratações, mas prevalece a demanda por mão de obra qualificada. Os salários seguem altos, mas devem se estabilizar.
Perspectivas: A 11ª rodada de licitações para exploração de petróleo e gás, realizada em maio, e a 12ª rodada, prevista para novembro, devem reaquecer o setor.
Bens duráveis e de capital
O momento: Cinco anos atrás, essa indústria contratou muito por causa do aquecimento da economia, alavancando os salários. A redução do imposto sobre produtos industrializados (IPI) e da taxa de juro tem mantido esse segmento um pouco mais otimista.
Perspectivas: A abertura de novas fábricas pode gerar oportunidades. A Fiat vai ampliar a capacidade de produção em Betim (MG) e está construindo uma fábrica em Goiana (PE). Uma multinacional oriental irá se instalar em Limeira (SP)
Bens não duráveis
O momento: Assim como os outros segmentos da indústria, esse teve seu auge há cerca de cinco anos. O endividamento da população tem reduzido o consumo e o ritmo da produção. Como efeito, há menos vagas abertas.
Perspectivas: Não se prevê um grande crescimento. Os investimentos feitos e anunciados por empresas de higiene pessoal e cosméticos podem se traduzir em oportunidades de trabalho para algumas carreiras, como engenharia, e para profissionais de tecnologia.
Comércio
O momento: A abertura de vagas teve seu auge em 2010, por causa do crédito fácil e do crescimento do consumo. O setor criou 16,7% menos oportunidades em 2012 do que no ano anterior, mas segue como o que mais emprega, depois de serviços.
Perspectivas: O segundo semestre é apontado com otimismo por causa do 13º salário e das vendas de fim de ano. A expansão de algumas redes em novos mercados, como Cuiabá e Curitiba, deve abrir vagas. Há oportunidades em grandes magazines e no mercado de luxo.
Serviços
O momento: Apesar de estar em retração desde 2010, 2012 ainda fechou com um número maior de vagas que 2011. O endividamento das famílias e a inflação fazem com que os serviços fiquem em segundo plano. O impacto é grande porque ele é o setor que mais contrata no país.
Perspectivas: A Copa e os Jogos Olímpicos estão gerando vagas em diversas áreas no setor de serviços, mas muitos desses empregos devem desaparecer após a realização dos eventos.
Construção Civil
O momento: Desde o auge dos lançamentos imobiliários, em 2010, o setor continua crescendo e contratando, mas num ritmo mais lento. Nos seis primeiros meses deste ano foram contratadas 116.000 pessoas. No mesmo período de 2012, foram quase 200.000.
Perspectivas: Apesar da velocidade da criação de empregos ter diminuído, os especialistas apostam na agenda de grandes obras do governo federal, que inclui rodovias e ferrovias. Também há espaço no setor imobiliário no interior.
