chefePsicóloga fala sobre conflitos no ambiente de trabalho e como superá-los de maneira tranquila

O ambiente de trabalho é palco para muitas coisas, desde grandes ideias a diferentes desavenças. Isso acontece porque, nesse local, pessoas de diferentes personalidades convivem e interagem umas com as outras. A psicóloga Sandra Monice explica que, em qualquer ambiente, é possível que alguém da equipe seja como uma “nota dissonante”. Mas tudo pode deixar a situação mais constrangedora quando o problema é com o seu chefe.
“Quando se trata de um superior direto, que não nos vê com bons olhos, o importante é agir sempre com o maior profissionalismo possível”, recomenda Sandra. Dessa forma, fica mais fácil evitar desavenças ou “dar motivo” para reclamações. Caso isso não seja suficiente, o diálogo é a saída. Segundo a psicóloga, chamar o superior para uma conversa franca é uma opção relevante. “Quando isso acontece, percebemos que o grande problema pode estar na comunicação”, diz.

Muito cuidado com a forma de abordar o seu chefe! Evite ser agressivo ou ficar na posição defensiva. Os funcionários têm o direito de discordar da opinião de seus superiores, mas a forma como exibem as suas próprias ideias também conta pontos. Sandra destaca que os chefes esperam ouvir grandes ideias de seus empregados, mas muitos podem se sentir ameaçados de alguma forma. “Quando isso acontece é sinal de que o chefe em questão não tem segurança, não confia em sua própria capacidade e, portanto, tende a sufocar os possíveis talentos que aparecem na equipe”, completa.

Por outro lado, a implicância do seu chefe com você pode ser pela reprovação de atitudes que você apresenta no local de trabalho, como desrespeitar algum colega. Ou seja, nem sempre o fato de o superior não ter afinidade com você se deve a algo que aconteceu entre os dois. Mas também, a outro tipo de acontecimento no ambiente corporativo. Evite fofocas de qualquer tipo e aproveite os momentos de descontração para falar de assuntos não relacionados com o trabalho.

Outra possibilidade citada pela psicóloga é a possível projeção de suas próprias inseguranças na figura de seu chefe. “Há ocasiões em que, por insegurança profissional ou emocional, nos sentimos visados negativamente pelo chefe. No entanto, isso não passa de ecos da nossa autoestima deficitária. A autoavaliação é primordial nesse caso”, complementa Sandra.
Caso nada funcione, nem o profissionalismo, nem uma conversa franca, nem uma autoanálise, talvez seja realmente hora de pensar em um novo emprego. Sandra aponta que, em longo prazo, esse ambiente saturado de tensão tende a causar males maiores e pode afetar a saúde física. Não tenha medo de trocar de emprego, pois bons funcionários são requisitados por outras empresas também. “Confiar em si, investir em qualificação e tentar uma nova colocação é um ótimo termômetro de nosso potencial”, finaliza.