namoro trabalhoApaixonar-se por um colega de trabalho é comum, e a razão é simples: nesse ambiente, homens e mulheres convivem até mais de oito horas por dia. O problema é quando a relação entre os apaixonados resulta em comportamentos malvistos pelos colegas e, principalmente, pela chefia.

Uma conversa alheia ao serviço entre dois funcionários quaisquer passa despercebida. Mas entre um casal de namorados nem sempre ocorre o mesmo.

Para não incorrer nessas gafes, os casais que se formam no trabalho precisam ter ciência que passarão a ser alvo a partir da formalização do relacionamento diante dos colegas. “Os fofoqueiros de plantão com certeza não perderão a oportunidade de comentar a dispersão e perda de horas produtivas com esses bate-papos”, explicao professor João José da Costa, autor do livro “Afrodite SA – Os riscos e os cuidados nas aventuras amorosas no trabalho” (Ed. Matrix).

Sendo assim, o recomendado é ter bom senso e saber separar trabalho de vida pessoal, evitando, no entanto, esconder a relação dentro da empresa. “O amor se revela em gestos, olhares, pelo tom das conversas. Assim, não há razões para que se esconda um relacionamento, pelo menos das pessoas mais próximas ou mais amigas e da própria chefia”, diz Costa.

Para o professor, a preocupação maior deve ser quando este relacionamento envolve gestores e executivos da empresa com funcionárias de reporte direto. “Assim, estes devem o quanto antes comunicar seus superiores e negociar a melhor solução, como o planejamento de uma transferência da funcionária para outro setor, entre outras medidas”, orienta.

Algumas empresas, porém, mesmo diante da sinceridade do casal, podem ser rigorosas. Gustavo G. Boog, diretor do Sistema Boog de Consultoria, diz que conhece casos em que o casal notificou a empresa do namoro e esta exigiu que um dos dois pedisse demissão.

“É um código de comportamento daquela organização”, diz Boog, que entende ser mesmo complicado conciliar relacionamento em determinadas circunstâncias.

Para evitar esse contratempo, muitas empresas deixam claro em seus regulamentos internos a proibição de relacionamentos amorosos entre pessoas de um mesmo departamento ou no caso em que um é subordinado ao outro.

O head hunter Ivan Witt, diretor-proprietário da Steer Recursos Humanos, diz que o posicionamento sobre a questão varia de empresa para empresa, mas elas têm liberdade para se impor contra.

“Não existe muita tolerância ainda com relação a relacionamento amoroso em empresas mais formalizadas, como um banco ou uma montadora, mas, mesmo nas que não se opõem, o importante é ter bom senso e não misturar as estações”, diz.

fonte: Uol Empregos