O mineiro Edivan Costa morava em uma favela de Belo Horizonte e queria ser jogador de futebol quando criança. Após chegar em São Paulo, jogou nas categorias de base do Palmeiras, mas as dificuldades o trouxeram de volta à sua cidade natal. Lá, passou a trabalhar como office boy e a se destacar cada vez mais em seu trabalho com despachantes. Na burocracia, um problema conhecido dos brasileiros, ele viu uma oportunidade: tinha facilidade para lidar com papéis, ao mesmo tempo em que via muitos estabelecimentos fechados por falta de regularização.
Ele se especializou em desatar os nós do cipoal burocrático que é necessário atravessar para abrir um negócio no Brasil. Parece um detalhe, mas não é. Hoje são necessários, em média, 50 tipos de documentos para um estabelecimento funcionar dentro da lei. Costa conhece todos de cor. Catorze anos atrás, ele criou a Sedi, que hoje tem clientes como Carrefour e C&A e fatura cerca de R$ 7 milhões anuais. “Muitas empresas são fechadas todo mês porque não têm nem o alvará regularizado, que é a coisa mais básica”, diz.

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