Ter contatos é importante para a sua carreira. Mas nem tudo o que se fala sobre relacionamento profissional deve ser seguido à risca

Você já reparou como o networking soa como algo estranho no Brasil? A cultura daqui faz com que esse tipo de relacionamento não seja natural, o que, muitas vezes, pode atrapalhar as parcerias profissionais que você poderia estabelecer.

Percebo uma tendência vacilante por parte de colegas nas diversas reuniões e encontros que tenho frequentado relacionados com a área de RH. “Devo entregar meu cartao”? “Não vai parecer muito agressivo”? e vários outros questionamentos termino ouvindo.

Esse receio tem lá sua razão de ser, isso porque diversos profissionais não utilizam o bom senso e terminam sim “forçando a barra” muitas vezes.

Quando bem feito, o networking traz muitos efeitos positivos, principalmente no mundo corporativo, onde a maioria dos executivos de uma empresa não recebe novos fornecedores ou candidatos que não sejam do seu conhecimento, ou que não foram recomendados por alguém da sua rede de relacionamentos.

Entretanto, é preciso tomar certos cuidados na hora de criar estes relacionamentos profissionais. Principalmente, porque muitas das ações tidas como corretas, são, na verdade, um grande equívoco. Pensando nisso, EXAME.com pediu para que especialistas listassem os principais mitos quando o assunto é networking:

Não é preciso cuidar dos relacionamentos
Isso pode até parecer banal, mas muitas pessoas acabam cometendo esse erro – pensando acertar em cheio. “Você não deve procurar uma pessoa de seu meio profissional apenas quando está precisando de um favor. O importante, na realidade, é que você estabeleça uma relação mútua com ela, uma troca. Não adianta você não cuidar dos seus contatos quando estiver tudo bem, pois assim você cairá no esquecimento”, lembra Adriana Gomes, consultora de carreiras.

Você vai parecer interesseiro
Esse é um pensamento de pessoas que são muito tímidas. Mas se você estabelecer uma boa relação com os seus parceiros, mesmo quando não precisa deles para algo específico, essa sensação de ambição já cai por terra. “Você precisa ir além das questões do trabalho, porque o outro irá perceber se você já chegar com um interesse na manga”, observa Adriana.

Networking é somente troca de cartões
Você pode até pensar que este é o resumo de tudo. Mas está enganado. “De nada adianta ter uma coleção de cartões. O que você precisa, de fato, é interagir com as pessoas para ser lembrado nas futuras oportunidades”, aconselha Adriana. Aqui entra, também, a questão do LinkedIn. Não saia adicionando todo mundo que aparecer pela frente. “Isso não é um álbum de figurinhas. Se você escolher se relacionar com uma pessoa, converse, contribua e troque experiências com ela”, diz.

Abordagem em eventos é inconveniente

Isso depende de onde você estiver, nestes casos, se aproxime de forma não agressiva, evite falar sobre você no primeiro momento e procure saber sobre a outra pessoa, descobrindo o que ela faz. “Outra sugestão é procurar o organizador do evento, ou alguém que você conheça, para pedir que ele o apresente para outros convidados. Você pode, também, usar os assuntos discutidos no evento como forma de quebrar o gelo”, recomenda.

Qualquer networking é bom
Isso não chega a ser uma mentira, mas faz com que você desperdice tempo e energia com conversas e pessoas que talvez não agreguem tanto para a sua rede de contatos.
Isso não significa, no entanto, que você deva focar apenas na sua área. “É muito proveitoso expandir o seu relacionamento para áreas que não sejam da sua atuação, principalmente porque ter contatos com outras formações vai ajudá-lo com a premissa básica do networking, que diz que você não precisa saber fazer tudo, mas deve conhecer pessoas que saibam realizar diferentes tarefas”, finaliza Adriana.

Fonte: Exame.com

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