O Designer de produtos da General Eletric (GE) Doug Dietz utilizando o Design Thinking mostrou que a resposta para essa pergunta pode ser SIM!

Ele revolucionou um procedimento de ressonância magnética que já era desenvolvido por ele com muito sucesso. Como? Doug constatou que 80% das crianças tinham que ser sedadas para usar o equipamento.

O próprio profissional presenciou o exame de uma garotinha, que chorava aterrorizada diante da máquina.

Com o intuito de solucionar o medo que as crianças tinham da máquina e a necessidade do uso de sedativos, Doug procurou o auxílio de especialistas para aprender sobre Design Thinking e chegar a uma solução.

Crianças choravam muito antes do procedimento
A máquina de ressonância “antes” : 80% das crianças tinham de ser sedadas

Pensou-se em levar para as as crianças algo mais lúdico, tornar o ambiente mais amigável para que se sentissem à vontade, tornando a experiência dos pequenos pacientes uma aventura. A máquina e a sala foram pintadas, imitando um navio pirata e os operadores foram treinados para lidar com crianças

Com a implementação do novo ambiente e a atuação de profissionais treinados, caiu para 10% o número de crianças que precisavam ser sedadas – diminuindo os custos com antestesia – e mais crianças puderam ser examinadas por dia. A experiência, antes desagradável, tornou-se diversão para as crianças.

Agora, as enfermeiras contam uma história sobre piratas e avisam do barulho que o navio faz. Depois elas pedem que entrem no barco, mas avisam que precisam ficar quietas para que os piratas não as vejam e queiram tirá-las de lá.

Muito melhor para uma crianças não é? Eu fiquei encantado por essa história e o procedimento de Design Thinking porque Doug Dietz já era um profissional renomado e reconhecido no que fazia mesmo assim quis certificar-se se poderia ser melhorado.

 

O uso do design para o desenvolvimento de soluções tem sido estudado há mais de trinta anos por diversas escolas de pensamento, como arquitetura, ciências e artes. No entanto, nos últimos anos a sua aplicação se estendeu para uma direção inusitada, os negócios. A origem dessa nova aplicação do design está associada à consultoria IDEO, empresa norte-america que desenvolve inovações com base no pensamento de um designer. Daí a denominação do conceito: design thinking.