Um chefe tóxico contamina todo o ambiente com seu comportamento. Ele é aquele que nega, com atitudes, os valores da empresa em que trabalha. Ele não conhece o limite que separa a pressão por resultados da falta de respeito pela equipe. Ele desrespeita as pessoas no tom de voz, no discurso, no excesso de centralização e na incapacidade de fazer com que elas cresçam. A especialidade do chefe tóxico é dar ordens, sem se preocupar com o coletivo.
A ele falta a capacidade de liderar e inspirar pessoas. Um chefe assim não é modelo para ninguém. Ele não atrai nem retém os melhores talentos na própria equipe porque simplesmente sufoca e anula o que seus funcionários têm de melhor. Quem tem um chefe tóxico conhece os estragos que essa relação pode trazer para a saúde, para a carreira e até para a empresa que aceita esse tipo de comportamento.
Um dos maiores sintomas da contaminação do ambiente, aliás, é a perda dos melhores profissionais de uma equipe. Um chefe tóxico não é capaz de reter talentos — um recurso caro para as empresas.
E assim as coisas vão indo em muitas organizações, um dos fatores que me deixam intrigado é que muitas empresas têm Chefes tóxicos em seus quadros, sabem que eles existem, sabem do seu fator de “contaminação” mas nada fazem para mudar esse quadro.
Recentemente em Reunião do Clube de RH de Extrema ouvi a seguinte explanação do Consultor Fernando, da Wiabiliza: “Quando o RH souber evidenciar em números, tabulações e planilhas e gráficos QUANTO CUSTA A ROTATIVIDADE em valores, em R$ , o RH será parceiro estratégico PARA SEMPRE do negócio”
É bem por aí, penso que as direções se sensibilizam ainda muito com números, com valores (em Reais eu digo)e a realidade é que quase sempre por trás de altas rotatividades temos “Chefes tóxicos”.
Vejam as opiniões abaixo e manifeste você também a sua:
“Chefe tóxico é quem vai atrás do resultado certo da forma errada.”
CLAUDIA ELISA SOARES, diretora de RH do Grupo Pão de Açúcar
“É o individualista que só se preocupa com o próprio resultado.”
FELIPE WESTIN, diretor da Right Management
“Aquele que atinge metas apesar das pessoas, e não por meio delas.”
MARCELO DE LUCCA, diretor executivo da Michael Page
“Quem não sabe o limite entre a pressão e o desrespeito.”
MARCO TULIO ZANINI, professor da Fundação Dom Cabral
“É quem só dá ordens, chefia pelo terror, e não pela motivação.”
RODRIGO DRYSDALE, diretor de marketing da Warner Bros

Excelente, maravilhoso abordagem sobre o tema.
Algumas empresas perdem talentos devido a esse tipo de CHEFE.
O mais incrível que vejo é que algumas organizações não observar o quanto se perde em rendimento e lucratividade com a manutenção e a alta rotatividade dos funcionários. Muito mais. Acreditar no pensamento que UM muitas vezes está mais certo do que 30?????
Grande abraço e parabéns pelo Blog!!!