A reunião entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP) e a GM terminou sem acordo nesta quarta-feira. Um novo encontro foi marcado para 4 de agosto.
“Até essa data, a empresa se comprometeu a não demitir, mas ela tem claramente a intenção de fechar todo o MVA [Montagem de Veículos Automotores]”, disse o presidente do sindicato, Antônio Ferreira de Barros.
O MVA é uma das oito fábricas que funcionam no complexo da GM em São José dos Campos. É responsável por 1.500 dos cerca de 7.500 funcionários que a empresa mantém na cidade –20% do total.
Segundo o sindicato, o fechamento do MVA causaria ainda 500 dispensas em outros setores da GM. A linha foi inaugurada em 1973 para a fabricação do Chevette.
O MVA, que produzia Meriva, Zafira, Corsa e Classic passa a montar, a partir de amanhã, somente o Classic.
O desgaste entre o sindicato e a empresa se acentuou depois que a categoria não aceitou um acordo para trabalhar com banco de horas. Segundo a GM, o sindicato de São José foi o único a não concordar com a mudança entre todas unidades da montadora.
A empresa diz que a decisão do sindicato elevou o custo de produção na unidade. Novos investimentos da marca foram desviados para outras fábricas. Depois de um acirramento na relação, com envolvimento inclusive da Presidência, a fábrica da cidade permaneceu fechada no dia de ontem. A empresa temia pela segurança dos funcionários.
A produção voltou a funcionar nesta quarta-feira 25/07
Fonte: Folha de São Paulo
Faço a seguinte leitura desses acontecimentos, a instransigência do Sindicato da categoria em São José está atrapalhando a vida de seus membros na cidade. Assistindo o noticiário local na TV Vanguarda, que entrevistou diversos trabalhadores da planta, vi diversos deles criticando a postura de seu próprio Sindicato, o medo das demissões assombra os funcionários.
A falta de negociação e o alto custo da mão de obra da GM de São José que segundo a montadora é o maior do Brasil, está fazendo a montadora rever seu planejamento e deslocar produção para a fábrica de São Caetano.
O Banco de Horas é uma realidade, funciona no sentido de evitar as demissões mas o Sindicato de São José dos Campos foi o único a se opor a essa prática.
Os Sindicatos são importantes e muitos deles fazem trabalho louvável aos seus membros, porém na economia globalizada e competitiva, os setores e localidades que tiverem FLEXIBILIDADE de negociação serão privilegiados.
As montadoras e sua cadeia de suprimentos têm um poder incrível em nossa economia, os fabricantes de auto peças são uns dos maiores empregadores de nossa região, sempre que há retração econômica nesse segmento, paira um medo de instabilidade e demissões em massa.
Espero que o impasse em relação a São José seja resolvido e que aqueles trabalhadores tenham seus empregos garantidos, agora Sindicalistas: “ceder não é perder, necessariamente” vamos ter uma visão global e bom senso!
André Mancuso

